- - - -- - - -- - - - - - - -- - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 12 de maio de 1998

TELEFONIA
Motorola é incompatível com a Banda B

por JOSUÉ NOGUEIRA

Os interessados em adquirir uma linha de telefonia de celular da Banda B, operada em Pernambuco pela BCP, devem se informar melhor sobre que aparelhos estarão aptos a ser habilitados pela empresa, cujos serviços devem começar a ser disponibilizados para toda a área 10 (de Alagoas ao Piauí) até setembro.

O alerta é válido em decorrência do que vem acontecendo na Grande São Paulo, onde a BCP também detém a concessão da Banda B. Lá aparelhos da marca Motorola não receberam o selo da empresa - um consórcio liderado pelo Banco Safra e Bell South. Isso porque a BCP alega que, depois de habilitados, os terminais apresentam incompatibilidade com a sua rede.

Os clientes que insistem em habilitar um Motorola são avisados de que os aparelhos podem gerar problemas como interferências e que, caso isso aconteça, os equipamentos serão automaticamente desligados. Contam com selo da BCP (para São Paulo) os modelos da marca Ericsson DH318vi, DF388vi e DH368vi, o da Nokia 216efr e o da Gradiente Skyway.

A assessoria de imprensa da BCP considera que ainda é cedo para afirmar que a situação irá se repetir no Nordeste. Entretanto, vale lembrar que o sistema utilizado pela empresa na capital paulista - TMDA (acesso múltiplo por divisão de tempo) - é o mesmo que funcionará aqui. A assessoria explica que, caso a Motorola se adapte à rede, seus aparelhos poderão receber o selo da BCP. Informações do setor revela, no entanto, que a situação é resultado de acordos comerciais e, que, portanto, a BCP não deve voltar atrás.

Ao mesmo tempo em que a BCP faz restrições à Motorola, a Telpe Celular afirma que qualquer aparelho registrado e homologado pelo Ministério das Comunicações, independentemente da griffe, será habilitado pela empresa. De acordo com o gerente da estatal, José Accioly, a principal orientação é que os clientes comprem logo aparelhos digitais, embora a Telpe Celular não esteja ainda com sua rede digitalizada.

"Qualquer digital é dual, podendo ser perfeitamente adaptado ao serviço analógico. Quando a rede for digitalizada, no segundo semestre, o cliente pode migrar para este sistema", diz. Ele adianta que a tendência é que os novos usuários já optem pela rede digital. "Caso contrário, os canais analógicos ficarão congestionados, o que poderá comprometer os nossos serviços".

A orientação da estatal faz sentido, uma vez que se o cliente adquirir agora um analógico terá que comprar um outro digital, se por caso quiser migrar para o sistema digitalizado.


     

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