TELEFONIA
Motorola
é incompatível com a Banda Bpor JOSUÉ NOGUEIRA
Os interessados
em adquirir uma linha de
telefonia de celular da Banda B,
operada em Pernambuco pela BCP,
devem se informar melhor sobre
que aparelhos estarão aptos a
ser habilitados pela empresa,
cujos serviços devem começar a
ser disponibilizados para toda a
área 10 (de Alagoas ao Piauí)
até setembro.
O alerta é
válido em decorrência do que
vem acontecendo na Grande São
Paulo, onde a BCP também detém
a concessão da Banda B. Lá
aparelhos da marca Motorola não
receberam o selo da empresa - um
consórcio liderado pelo Banco
Safra e Bell South. Isso porque a
BCP alega que, depois de
habilitados, os terminais
apresentam incompatibilidade com
a sua rede.
Os clientes que
insistem em habilitar um Motorola
são avisados de que os aparelhos
podem gerar problemas como
interferências e que, caso isso
aconteça, os equipamentos serão
automaticamente desligados.
Contam com selo da BCP (para São
Paulo) os modelos da marca
Ericsson DH318vi, DF388vi e
DH368vi, o da Nokia 216efr e o da
Gradiente Skyway.
A assessoria de
imprensa da BCP considera que
ainda é cedo para afirmar que a
situação irá se repetir no
Nordeste. Entretanto, vale
lembrar que o sistema utilizado
pela empresa na capital paulista
- TMDA (acesso múltiplo por
divisão de tempo) - é o mesmo
que funcionará aqui. A
assessoria explica que, caso a
Motorola se adapte à rede, seus
aparelhos poderão receber o selo
da BCP. Informações do setor
revela, no entanto, que a
situação é resultado de
acordos comerciais e, que,
portanto, a BCP não deve voltar
atrás.
Ao mesmo tempo
em que a BCP faz restrições à
Motorola, a Telpe Celular afirma
que qualquer aparelho registrado
e homologado pelo Ministério das
Comunicações, independentemente
da griffe, será habilitado pela
empresa. De acordo com o gerente
da estatal, José Accioly, a
principal orientação é que os
clientes comprem logo aparelhos
digitais, embora a Telpe Celular
não esteja ainda com sua rede
digitalizada.
"Qualquer
digital é dual, podendo ser
perfeitamente adaptado ao
serviço analógico. Quando a
rede for digitalizada, no segundo
semestre, o cliente pode migrar
para este sistema", diz. Ele
adianta que a tendência é que
os novos usuários já optem pela
rede digital. "Caso
contrário, os canais analógicos
ficarão congestionados, o que
poderá comprometer os nossos
serviços".
A orientação
da estatal faz sentido, uma vez
que se o cliente adquirir agora
um analógico terá que comprar
um outro digital, se por caso
quiser migrar para o sistema
digitalizado.