ELEIÇÃO NA INDÚSTRIA II
Eleição
é marcada por um clima de
tranqüilidadeO dia de eleição da
Fiepe, ontem, foi marcado por um
clima de tranqüilidade. Os
únicos momentos de tensão foram
registrados no início dos
trabalhos e próximo ao
fechamento da urna. Uma
situação bem diferente das
eleições de 1992, quando
Armando Monteiro Neto alcançou
seu primeiro mandato. Naquela
época, uma verdadeira batalha
judicial acirrou os ânimos dos
participantes. Desta vez, o
trabalho dos fiscais e dos
advogados das chapas que atuaram
na sala de votação transcorreu
sem sobressaltos.
"Era
esperado que fosse tranqüilo
assim, o que é muito bom",
afirmou o presidente do Sindicato
da Indústria Cerâmica, Romeu
Jacobina. O presidente da
Federação, Oscar Rache, também
comemorava a calma entre os
eleitores. Para resguardar a
eleição, o acesso ao sexto
andar do edifício sede da Fiepe
foi restrito aos eleitores.
Apenas empresários e advogados
tiveram livre trânsito. A
maioria dos delegados
representantes estava votando e
deixando o prédio. Apenas os
seis representantes sindicais
cujos votos foram impugnados,
passaram todo o dia na Fiepe,
aguardando a decisão judicial.
O entra-e-sai
das duas salas que serviram de
apoio às chapas demonstrava a
tentativa dos cabos eleitorais de
conquistar os últimos indecisos.
Os dois candidatos tentaram, mas
não conseguiram, disfarçar
completamente a ansiedade, até a
abertura da urna. Ontem, embora
tivessem cantado vitória durante
toda a campanha, tanto Armando
Monteiro Neto quanto Edson
Mororó evitaram fazer
prognósticos do resultado da
eleição.