ELEIÇÃO NA INDÚSTRIA III
Jogada
da oposição não influencia no
resultado finalUma estratégia da
oposição marcou a única
disputa judicial da eleição de
ontem na Fiepe. Na tarde de
domingo, os advogados de Edson
Mororó conseguiram que o juiz de
plantão, Carlos Alberto
Peçanha, deve uma liminar
determinando que os votos dos
sindicatos das indústrias de
Química e Gases Industriais,
Produtos Químicos Alimentares,
Fundição, Pastelaria,
Reparação de Veículos e
Entrepostos de Carne votassem em
separado.
A alegação
era que estas entidades tinham
"vícios" que poderiam
contaminar todo o processo
eleitoral. Como a vitória de
Armando Monteiro Neto foi por uma
diferença maior que seis votos,
o processo judicial perdeu o
sentido. Por isso, Monteiro foi
aclamado vencedor tão logo foram
contabilizados os votos.
"Uma ação desta muda o
foco e a peça fundamental da
eleição deixa de ser o
empresário e passa a ser a
equipe jurídica", lamentou
o presidente da Fiepe, Oscar
Rache.
Os
"vícios" representavam
irregularidades como falta de
registro no Ministério do
Trabalho. Ontem, o processo foi
enviado a 18ª Vara Cível, onde
o juiz manteve a decisão de
domingo. Durante todo o dia, os
advogados da chapa de Armando
Monteiro Neto tentaram, sem
sucesso, derrubar a
determinação. Mororó
justificou a iniciativa,
afirmando que "pretende ter
uma casa sem algumas falhas que
julgamos existir".
Por
estratégia, os representantes
sindicais envolvidos deixaram
para votar na última hora. O
primeiro a votar em separado foi
o representante do Sindicato de
Química e Gases Industriais,
Paulo Gustavo Cunha, que não
pode aguardar o resultado da
atuação dos advogados no
Fórum.