GAMES
Starcraft
chega para ser o melhorpor REGINALDO
VALADARES
Especial para o JC
Fãs de
Warcraft II podem começar a
suspirar. Starcraft é a prova de
que a continuação pode ser
melhor que o original. Não
apenas por ser mais bonito, mas
por ter mais conteúdo que seu
antecessor. Nada que envergonhe o
ancestral dos jogos de
estratégia em tempo real, pois
Starcraft se propõe a ser o
melhor que existe no gênero. E
não decepciona.
O jogo tem uma
de ambientação futurista no
estilo dos filmes de ficção. Em
alguns momentos do jogo, o player
se sente o próprio Luke
Skywalker, liderando uma
rebelião contra o Império. Em
outras situações, o jogador
entende perfeitamente o que
sentia a Tenente Ripley em Alien
o Resgate, isolada num planeta
inóspito cheio de aliens. Parece
uma mistura de Master of Orion II
e WcII, com armas laser e poderes
psionicos (extra-sensoriais) no
lugar de capas e espadas
O enredo se
passa nos confins da galáxia, em
planetas dominados por Protoss,
uma raça extraterrena de
tecnologia incrivelmente
avançada. Criminosos expulsos da
terra, os Terrans habitam os
planetas mais desolados,
desprezados pelos Protoss. Essa
escassez de recursos desperta a
cobiça dos Terrans nos ricos
planetas dos seus vizinhos. Para
piorar a situação, surge do
nada uma nova raça de
alienígenas: os Zergs, dotados
de um instinto assassino de fazer
inveja aos insetos do filme
"Tropas Estrelares" e
de uma capacidade de
proliferação epidêmica.
O jogador pode
começar uma campanha com
qualquer uma das três raças,
embora seja bastante
aconselhável começar com os
Terrans e depois seguir a
seqüência Zerg e Protoss. As
campanhas diferem
substancialmente de uma raça
para outra, ao contrário de
WcII, proporcionando 30 missões
distintas e mais de 30 horas de
diversão garantida (só no modo
Single Player). O pacote ainda
vem com opções de jogos
multi-usuários em rede local ou
Internet (pelo site Battle.net) e
editor de campanhas.
Com poucas
invocações em termos de
comandos, o jogo tem uma grande
limitação: pode-se manipular
apenas doze unidades
simultaneamente. Essa dificuldade
é acentuada por dois motivos.
Primeiro porque o jogo é
consistente: não existe "a
unidade final", aquela que
demora uma eternidade para ser
desenvolvida mas que é quase
invencível. Cada unidade tem uma
função específica e mesmo a
mais simples tropa de infantaria
é útil do começo ao fim do
jogo. O resultado é que a
estratégia mais eficiente para
se ganhar é juntar um exército
colossal e heterogêneo. E isso
resulta no segundo motivo: uma
grande concentração de unidades
num espaço reduzido atrapalha
tanto a Inteligência Artificial
do computador que algumas tropas
começam a andar a esmo pelo
mapa, acabando com sua
estratégia.
Lançado nos
Estados Unidos em abril, ainda
não tem data para chegar por
aqui. Mas o sucesso dos
antecessores deve acelerar o
processo. Quase tudo nesse
título da Blizzard chega perto
da perfeição. Na disputa pelo
crédito de melhor jogo de
estratégia do momento, Starcraft
só encontra concorrência em
Total Anihilation, que também
não emplacou ainda no Brasil.