- - - -- - - -- - - -- - - -- - - -- - - -- - - -Jornal do Commercio - Recife, 06 de maio de 1998

GAMES

Starcraft chega para ser o melhor

por REGINALDO VALADARES
Especial para o JC

Fãs de Warcraft II podem começar a suspirar. Starcraft é a prova de que a continuação pode ser melhor que o original. Não apenas por ser mais bonito, mas por ter mais conteúdo que seu antecessor. Nada que envergonhe o ancestral dos jogos de estratégia em tempo real, pois Starcraft se propõe a ser o melhor que existe no gênero. E não decepciona.

O jogo tem uma de ambientação futurista no estilo dos filmes de ficção. Em alguns momentos do jogo, o player se sente o próprio Luke Skywalker, liderando uma rebelião contra o Império. Em outras situações, o jogador entende perfeitamente o que sentia a Tenente Ripley em Alien o Resgate, isolada num planeta inóspito cheio de aliens. Parece uma mistura de Master of Orion II e WcII, com armas laser e poderes psionicos (extra-sensoriais) no lugar de capas e espadas

O enredo se passa nos confins da galáxia, em planetas dominados por Protoss, uma raça extraterrena de tecnologia incrivelmente avançada. Criminosos expulsos da terra, os Terrans habitam os planetas mais desolados, desprezados pelos Protoss. Essa escassez de recursos desperta a cobiça dos Terrans nos ricos planetas dos seus vizinhos. Para piorar a situação, surge do nada uma nova raça de alienígenas: os Zergs, dotados de um instinto assassino de fazer inveja aos insetos do filme "Tropas Estrelares" e de uma capacidade de proliferação epidêmica.

O jogador pode começar uma campanha com qualquer uma das três raças, embora seja bastante aconselhável começar com os Terrans e depois seguir a seqüência Zerg e Protoss. As campanhas diferem substancialmente de uma raça para outra, ao contrário de WcII, proporcionando 30 missões distintas e mais de 30 horas de diversão garantida (só no modo Single Player). O pacote ainda vem com opções de jogos multi-usuários em rede local ou Internet (pelo site Battle.net) e editor de campanhas.

Com poucas invocações em termos de comandos, o jogo tem uma grande limitação: pode-se manipular apenas doze unidades simultaneamente. Essa dificuldade é acentuada por dois motivos. Primeiro porque o jogo é consistente: não existe "a unidade final", aquela que demora uma eternidade para ser desenvolvida mas que é quase invencível. Cada unidade tem uma função específica e mesmo a mais simples tropa de infantaria é útil do começo ao fim do jogo. O resultado é que a estratégia mais eficiente para se ganhar é juntar um exército colossal e heterogêneo. E isso resulta no segundo motivo: uma grande concentração de unidades num espaço reduzido atrapalha tanto a Inteligência Artificial do computador que algumas tropas começam a andar a esmo pelo mapa, acabando com sua estratégia.

Lançado nos Estados Unidos em abril, ainda não tem data para chegar por aqui. Mas o sucesso dos antecessores deve acelerar o processo. Quase tudo nesse título da Blizzard chega perto da perfeição. Na disputa pelo crédito de melhor jogo de estratégia do momento, Starcraft só encontra concorrência em Total Anihilation, que também não emplacou ainda no Brasil.




 

 

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