PAZ
EM ISRAEL
Netanyahu
recusa a proposta americanaLONDRES - O
primeiro-ministro israelense,
Benjamin Netanyahu, provavelmente
não pagará um alto preço por
ter desafiado o presidente dos
Estados Unidos, Bill Clinton, e
se recusado a comparecer ontem a
uma cúpula do Oriente Médio,
disseram diplomatas e analistas.
Netanyahu
esquivou-se do que alguns
críticos consideraram um
ultimato da secretário de Estado
Madeleine Albright depois de
meses de negociações porque ele
teria concordar com a entrega de
mais 13% da ocupada Cisjordânia
para a autonomia palestina.
"Bibi
(Netanyahu) evidentemente
calculou que estava em forte
posição internamente, e poderia
contar com suficiente apoio no
Congresso americano, para ignorar
o prazo final e manter sua
intransigência", afirmou um
diplomata europeu que acompanhou
as conversações.
"Ele
obviamente avalia que enfrentar
Clinton em nome da segurança de
Israel irá fortalecer sua
posição em casa e que Clinton
está politicamente fraco demais
para impor-lhe um alto
preço", disse. Os Estados
Unidos parecem triplicamente
perdedores, por enquanto, no
último impasse de um cada vez
mais moribundo processo de paz,
segundo analistas.
A
superpotência mundial não tem
nada para apresentar depois de 14
meses de difíceis negociações.
Seu fracasso em conseguir pelo
menos um modesto acordo de
retirada por parte de Israel
enfraquece sua posição em todo
o Oriente Médio e pode por em
risco líderes árabes
pró-Ocidentais e incentivar
adversários. A capacidade de
Netanyahu de jogar o Congresso
dos EUA contra uma
administração acossada por
escândalos pode permitir que ele
desafie Clinton com impunidade.