SURPRESA
Governista
ganha a eleição no ParaguaiASSUNÇÃO - A
coalizão opositora Aliança
Democrática perdeu as eleições
presidenciais paraguais de
domingo e sua direção se aferra
a uma denúncia de fraude para
justificar a derrota, opinaram
ontem analistas políticos e
diplomatas.
A Aliança, que
contava com a maioria nas duas
câmaras do Congresso durante o
Governo do presidente Juan Carlos
Wasmosy, teve que se resignar com
a minoria depois da contagem de
52% dos votos pelo Tribunal
Superior de Justiça Eleitoral
(TSJE), que registrou uma
diferença de 11% a favor do
presidente eleito Raúl Cubas
sobre o adversário Domingo
Laíno (54% contra 43%).
Os governos dos
principais departamentos do país
- 17 no total - caíram em
maioria em mãos dos
oficialistas. Os resultados,
depois da votação considerada
mais limpa da história do país,
apesar das fraudes reconhecidas
ontem pela Justiça Eleitoral -
traumatizou a oposição, que
tinha esperanças de ganhar,
depois da exclusão do ex-general
Lino Oviedo - com vantagem de 7%
sobre o candidato da Aliança,
Domingo Laíno, nas pesquisas -
devido a uma condenação a 10
anos de prisão.
A detenção e
a condenação de Oviedo causaram
estardalhaço na Aliança
Democrática, que cantou vitória
antes do tempo menosprezando a
força de Cubas, que substituiu o
ex-general na chapa do partido no
poder. Cubas conseguiu produzir
um fenômeno ainda maior ao
registrar uma diferença de 11%
sobre seus adversários
eleitorais, quando as pesquisas
davam vantagem de 3% a Laíno.
No final da
noite de ontem, o candidato
opositor Domingo Laíno,
reconheceu a sua derrota nas
eleições presidenciais.
"A
Aliança Democrática, de acordo
com informações do Superior
Tribunal de Justiça Eleitoral
(TSJE), aceita e reconhece os
resultados provisórios que
antecipam uma tendência
favorável para o binômio
presidencial da Associação
Nacional Republicana (Partido
Colorado), como expressão da
vontade popular", declarou
Laíno à imprensa.