- - - -- - - -- - - - - - - -- - - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 12 de maio de 1998

GOVERNO / CONGRESSO
Oposição adota tática de "guerrilha" contra reforma

BRASÍLIA - Os partidos de oposição adotarão tática de "guerrilha" para tentar impedir a conclusão da votação da reforma da Previdência Social, caso o Governo insista em não reconhecer como superada a derrubada da idade mínima para as aposentadorias. "Estamos dispostos a iniciar greve de fome, apitaço, tudo para obstruir as futuras votações", ameaçou o líder do PT na Câmara, Marcelo Deda (SE). Segundo ele, "todas as vezes que o Governo perde tenta armar golpes jurídicos e regimentais", acusou o líder. Deda disse ainda que as oposições não aceitarão a retificação do voto do ex-ministro Antônio Kandir (PSDB). "O ex-ministro tem que curtir sua dor de cotovelo de forma tradicional. Com uma boa música, uma boa bebida, um bom fim de noite e desistir de forçar toda a Câmara a errar como ele", desafiou o líder do PT.

Deda conclamou os sindicatos a enviarem amanhã a Brasília, pelo menos, três representantes de cada um dos sindicatos existentes no País, para ajudar as oposições a enfrentar as manobras governistas. "Não vamos aceitar esse golpe de considerar uma idade maior do que a que foi rejeitada pela maioria do plenário", anunciou Deda, referindo-se à manobra do Governo de tentar fazer vigorar a idade de 65 anos para homens e 55 para mulheres, cinco anos a mais do que a idade mínima de 60 anos rejeitada pelo plenário. "Ganhamos na disputa o destaque da idade mínima e não vamos perder por causa de uma interpretação gramatical", informou Deda.

Hoje, todos os líderes dos partidos de oposição se reúnem para avaliar a tática de obstrução a ser iniciada, caso o Governo não aceite a derrota na votação da Previdência, ocorrida na semana passada. "Se o encaminhamento da votação for normal continuaremos regimentalmente nossa batalha oposicionista. Mas se o Governo rasgar o pacto de convivência e desprezar as regras regimentais, as oposições vão partir para táticas jamais vistas na Câmara", disse.

REFORMA ADMINISTRATIVA - O Senado vota hoje a redação final da reforma administrativa. À noite, o Congresso tentará concluir a votação das medidas provisórias que tratam de questões administrativas. Só após a votação destas MPs é que a reforma será promulgada. O Governo terá ainda de submeter aos parlamentares 20 projetos de lei, leis ordinárias e complementares, que irão regulamentar suas principais medidas.


     

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