CAMPANHA
ONU
debate lavagem de dinheiro no
paísBRASÍLIA - O
diretor-executivo do Programa das
Nações Unidas para Controle
Internacional de Drogas (PNUD),
Pino Arlacchi, deverá vir ao
Brasil até o final do ano para
participar de um seminário sobre
lavagem de dinheiro. O convite
foi transmitido, na última
quinta-feira, pelo
vice-presidente Marco Maciel ao
chefe de operações do PNUD,
Giovanni Quaglia, e faz parte da
ofensiva contra as drogas,
lançada pelo Governo Federal com
a criação da Secretaria
Nacional Antidrogas (Senad).
Giovanni
Quaglia veio ao Brasil para
participar do 1º Congresso
Mercosul para Prevenção de
Drogas no Trabalho e na Família
e conhecer as diretrizes da
política nacional antidrogas,
que tem como meta reduzir em 50%
o consumo e a oferta de drogas
nos próximos 10 anos.
No encontro com
Marco Maciel, o chefe de
operações do PNUD elogiou a
decisão brasileira de
intensificar o combate às drogas
e ampliar os mecanismos de
cooperação internacional.
Quaglia defende criação de um
programa de integração entre os
Judiciários do Mercosul na
prevenção ao tráfico de
drogas.
Além de tentar
estabelecer uma rede de
prevenção no âmbito do
Mercosul, o Governo deverá
enviar ainda este ano ao
Congresso Nacional um conjunto de
projetos de lei tornando mais
rígido o controle sobre as
drogas. Dentre as medidas a serem
propostas está o agravamento das
sanções para quem descumprir
legislaçãao de venda de bebidas
e artigos derivados do fumo.
"Além do
agravamento das sanções, o tema
drogas também deverá fazer
parte do currículo
escolar", antecipa Marco
Maciel admitindo que estão sendo
analisadas propostas de
alterações no Estatuto da
Criança e do Adolescente para
facilitar a retirada das ruas de
crianças desamparadas e
usuários de drogas.
Outra meta do
Governo é melhorar a segurança
por meio da redução dos crimes
e da violência vinculados às
drogas. As penas para crimes
relativos ao tráfico e venda de
drogas, armas e munições,
quando cometidos por militares ou
policiais deverão ficar mais
duras.
REPRESSÃO -
A criação de um batalhão
fardado da Polícia Federal para
vigiar fronteiras e de um órgão
específico da Marinha para a
guarda costeira, além da
adoção de controles mais
rigorosos em portos e aeroportos
também fazem parte das propostas
que estão sendo estudadas pelo
Governo.
Da mesma forma,
deverão ser adotadas ações
para neutralizar as fontes
internas e externas de drogas. A
Subsecretaria de Inteligência da
Presidência porá seus agentes
auxiliando a Polícia Federal no
controle da produção e venda de
substâncias passíveis de serem
utilizadas como drogas.
No ano passado,
20 mil brasileiros morreram
vítimas de crimes relacionados
com o consumo e o tráfico de
drogas: overdose, suicídios e
assassinatos, entre outros.
Paralelamente, levantamentos do
Governo revelam a existência de
uma população de cerca de 2
milhões de brasileiros que
consomem diariamente algum tipo
de psicotrópico e que o uso de
drogas entre estudantes de 1º e
2º graus na rede pública de
ensino vem aumentando
significativamente. Marco Maciel
alerta para a dimensão do
problema que atinge todo o mundo
e que, por isso, é preciso
aumentar os esforços no combate
ao narcotráfico.