CONTAMINAÇÃO
Julho
é mês de risco de meningitepor ADRIANA PAES
AE
SÃO PAULO -
Como acontece todo mês de julho,
as autoridades médicas do país
começam a ficar em estado de
alerta. O inimigo é a meningite,
que costuma atacar nos meses mais
frios e faz muitas vítimas. De
acordo com pesquisas
científicas, pelo menos 10% da
população é portadora do
meningococo, mas nem todos
desenvolvem a doença. A vacina
é a única arma eficaz.
A meningite é
uma infecção das meninges,
membrana que envolve e protege o
cérebro e a espinha dorsal, e
pode ser provocada por infecção
viral ou bacteriana. A bacteriana
é a mais grave. As bactérias
mais comuns são os meningococos,
que causam a meningite
meningocócica do tipo A, B ou C
e a Haemophilus.
A transmissão
ocorre através do contato
direto, com a pessoa infectada,
por partículas de saliva,
espirro ou tosse. Uma pessoa pode
transmitir o vírus sem estar
doente, pois o micróbio pode
ficar alojado na garganta. Os
mais atingidos são as crianças
e os jovens.
Os primeiros
sintomas da infecção no
organismo são febre alta,
dores-de-cabeça, rigidez na
nuca, náuseas e vômitos. Pode
haver ainda convulsões e
paralisia. Em bebês, causa
irritabilidade, vômitos,
agitação, convulsões e abalo
da "moleira". Caso haja
suspeita de contágio da doença,
procurar imediatamente um
médico, uma vez que os sintomas
evoluem muito rapidamente e, se
não houver cuidados adequados, a
doença pode matar.
O tratamento é
ministrado através de vacinas,
por recomendação estrita de
especialistas. Não se deve
tentar a auto-medicação em
hipótese alguma, pois, mesmo que
haja outros casos na família, o
tipo da doença pode ser
diferente. Existem vacinas para
cada tipo de meningite, que só
servem para os casos específicos
a que são indicadas.
PREVENÇÃO -
As vacinas disponíveis são:
vacina para meningite causada por
Haemophilus, vacina para
meningococo A, vacina para
meningococo C, vacina para
meningococo A e C, vacina para
meningococo B.
Para prevenir
os especialistas recomendam:
evitar locais fechados e sem
ventilação; manter o corpo e as
mãos limpas após utilizar os
banheiros; evitar esgotos e lixos
abertos; ferver todas os
utensílios usados pelo doente;
deixar as janelas dos ônibus
sempre abertas.