- - - - - - - -- - - - - - - -- - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 12 de julho de 1998

CONTAMINAÇÃO
Julho é mês de risco de meningite

por ADRIANA PAES
AE

SÃO PAULO - Como acontece todo mês de julho, as autoridades médicas do país começam a ficar em estado de alerta. O inimigo é a meningite, que costuma atacar nos meses mais frios e faz muitas vítimas. De acordo com pesquisas científicas, pelo menos 10% da população é portadora do meningococo, mas nem todos desenvolvem a doença. A vacina é a única arma eficaz.

A meningite é uma infecção das meninges, membrana que envolve e protege o cérebro e a espinha dorsal, e pode ser provocada por infecção viral ou bacteriana. A bacteriana é a mais grave. As bactérias mais comuns são os meningococos, que causam a meningite meningocócica do tipo A, B ou C e a Haemophilus.

A transmissão ocorre através do contato direto, com a pessoa infectada, por partículas de saliva, espirro ou tosse. Uma pessoa pode transmitir o vírus sem estar doente, pois o micróbio pode ficar alojado na garganta. Os mais atingidos são as crianças e os jovens.

Os primeiros sintomas da infecção no organismo são febre alta, dores-de-cabeça, rigidez na nuca, náuseas e vômitos. Pode haver ainda convulsões e paralisia. Em bebês, causa irritabilidade, vômitos, agitação, convulsões e abalo da "moleira". Caso haja suspeita de contágio da doença, procurar imediatamente um médico, uma vez que os sintomas evoluem muito rapidamente e, se não houver cuidados adequados, a doença pode matar.

O tratamento é ministrado através de vacinas, por recomendação estrita de especialistas. Não se deve tentar a auto-medicação em hipótese alguma, pois, mesmo que haja outros casos na família, o tipo da doença pode ser diferente. Existem vacinas para cada tipo de meningite, que só servem para os casos específicos a que são indicadas.

PREVENÇÃO - As vacinas disponíveis são: vacina para meningite causada por Haemophilus, vacina para meningococo A, vacina para meningococo C, vacina para meningococo A e C, vacina para meningococo B.

Para prevenir os especialistas recomendam: evitar locais fechados e sem ventilação; manter o corpo e as mãos limpas após utilizar os banheiros; evitar esgotos e lixos abertos; ferver todas os utensílios usados pelo doente; deixar as janelas dos ônibus sempre abertas.




   

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