- - - - - - - -- - - - - - - -- - - - -- - - ---Jornal do Commercio - Recife, 12 de julho de 1998

IMIGRAÇÃO II

Entidades procuram manter viva a cultura e a tradição do Japão

Ao contrário dos chineses, que são dispersos no Recife, a comunidade japonesa é aglutinada por entidades, como a Associação Cultural Japonesa do Recife (ACJR), que visa à preservação da cultura e tradições orientais. "A ACJR promove cursos de língua japonesa e procura unir os descendentes", diz Hiroshi Watanabe, tesoureiro da entidade. Filho de migrantes, Hiroshi nasceu na cidade de Oriente, em São Paulo, e mora no Recife há 23 anos.

Segundo ele, os japoneses que moram no Recife têm ramos de atividades diversificados, incluindo restaurantes e avicultura. As colônias do interior do Estado estão ligadas à agricultura (municípios de Petrolina e Camocim de São Félix) e à cultura de flores (Bonito). Hiroshi Watanabe, que é contador e administrador, ressalta que os japoneses e descendentes se integram aos costumes locais, mantendo a tradição japonesa.

"O passatempo preferido dos japoneses, na capital, é jogar golfe no Caxangá Golf e Country Club". Uma vez por ano, a ACJR promove a Undokai, uma maratona de atletismo com a comunidade. Os pais de Hiroshi (já falecidos) vieram para o Brasil (São Paulo) procurando terras para produzir. "Mas, curiosamente, apenas um dos filhos levou a agricultura adiante".


     

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