IMIGRAÇÃO II
Entidades
procuram manter viva a cultura e
a tradição do JapãoAo contrário dos
chineses, que são dispersos no
Recife, a comunidade japonesa é
aglutinada por entidades, como a
Associação Cultural Japonesa do
Recife (ACJR), que visa à
preservação da cultura e
tradições orientais. "A
ACJR promove cursos de língua
japonesa e procura unir os
descendentes", diz Hiroshi
Watanabe, tesoureiro da entidade.
Filho de migrantes, Hiroshi
nasceu na cidade de Oriente, em
São Paulo, e mora no Recife há
23 anos.
Segundo ele, os
japoneses que moram no Recife
têm ramos de atividades
diversificados, incluindo
restaurantes e avicultura. As
colônias do interior do Estado
estão ligadas à agricultura
(municípios de Petrolina e
Camocim de São Félix) e à
cultura de flores (Bonito).
Hiroshi Watanabe, que é contador
e administrador, ressalta que os
japoneses e descendentes se
integram aos costumes locais,
mantendo a tradição japonesa.
"O
passatempo preferido dos
japoneses, na capital, é jogar
golfe no Caxangá Golf e Country
Club". Uma vez por ano, a
ACJR promove a Undokai, uma
maratona de atletismo com a
comunidade. Os pais de Hiroshi
(já falecidos) vieram para o
Brasil (São Paulo) procurando
terras para produzir. "Mas,
curiosamente, apenas um dos
filhos levou a agricultura
adiante".