IMIGRAÇÃO IV
Os
90 anos da imigração japonesa
comemorados em grande estiloOs 90 anos da
imigração japonesa no Brasil
serão comemorados em grande
estilo no Recife, com a
construção de um jardim e de
uma praça tipicamente japoneses.
Quem está à frente dos
empreendimentos é a Associação
Nordestina dos ex-Bolsistas e
Estagiários no Japão (Anbej),
com apoio da Prefeitura da Cidade
do Recife, da Universidade
Federal de Pernambuco (UFPE) e de
empresas ligadas ao Japão. O
jardim será construído no
campus da UFPE, em uma área de
16 mil metros quadrados, que já
tem os elementos básicos de um
Jardim Japonês: riacho, pedra e
plantas.
"Como a
implantação do jardim é muito
cara, vamos apenas lançar a
pedra fundamental neste ano e,
posteriormente, fazê-lo aos
poucos", informa a arquiteta
urbanista Vânia Avelar,
presidente da Anbej. Ela explica
que o projeto do jardim será
elaborado pelo Governo do Japão
e, em seguida, adequado à flora
do Nordeste brasileiro.
"Será o primeiro Jardim
Japonês público do
Nordeste", diz Vânia
Avelar, brasileira que fez um
curso de renovação urbana no
Japão, com dois meses de
duração, em 1987. A Anbej tem
250 associados e está aberta a
todas as pessoas que passaram
pelo Japão como bolsista ou
estagiário.
A Praça
Japonesa será construída ainda
este ano, em local a ser definido
entre o Bairro do Recife e a Rua
da Aurora - nesta rua funcionava
a Sorveteria Gemba, de
propriedade dos primeiros
imigrantes do Recife. A planta
básica da praça será feita
pela PCR e enviada ao Japão pelo
consulado, com apoio da Agência
de Cooperação Internacional
Japonesa (Jica). Ainda como
atividade das comemorações, os
bolsistas nordestinos irão
retornar ao Japão, em dezembro
deste ano, para uma visita de
aproximadamente um mês. Em
novembro, será realizada a
Segunda Feira Japonesa do Recife,
na Rua do Bom Jesus.
Paralelo à
feira, será realizada a quinta
edição do Festival de Cultura
Japonesa. Vânia Avelar explica
que o objetivo da Anbej é
divulgar os cursos oferecidos
pelo governo japonês. "O
candidato preenche os requisitos
no Recife, mas a seleção é
feita no Japão". Os cursos
podem ter de um mês a quatro
anos de duração. Para os cursos
mais longos é exigida fluência
no idioma japonês. Segundo
Vânia, o Brasil tem a maior
colônia de japoneses da América
Latina.