PETRÓLEO II
Pernambuco
está fora da Petrobráspor REJANE OLIVEIRA
Da Sucursal
BRASÍLIA -
Pelas normas baixadas na semana
passada, a bacia petrolífera
Pernambuco-Paraíba, cuja
extensão é de 38.990
quilômetros quadrados, está
inteiramente fora da área
exclusiva da Petrobrás. Embora a
estatal tenha requerido 6.089
quilômetros quadrados da bacia,
o pedido foi negado e a Agência
Nacional de Petróleo (ANP)
poderá conceder à iniciativa
privada a exploração da área.
Se quiser entrar no negócio, a
Petrobrás terá que associar-se
a empresas privadas.
Em Pernambuco,
existem três bolsões de
petróleo, situados em águas
próximas ao Porto de Suape.
Segundo o empresário Mário
Beltrão, presidente da
Associação das Empresas do Eixo
Sul (Assimpra) e fabricante de
equipamentos para plataformas
petrolíferas, essas reservas
foram confirmadas por estudo
sísmico feito pela Petrobrás. O
estudo indica que há uma grande
possibilidade de existência de
óleo, enquanto a descoberta de
gás - que viabilizaria a
implantação de uma indústria
siderúrgica no Estado - é
considerada praticamente certa. A
grande vantagem é a
localização dessas reservas em
águas rasas próximas ao
litoral, o que representa
redução dos custos de
produção.
Já existem
empresas estrangeiras
interessadas no petróleo
pernambucano. Beltrão manteve
contato com a norueguesa Aker
Maritime e as americanas Rowan
Company e Diamond Offshores, e
garante que as três estão
dispostas a apresentar proposta
à ANP para explorar as reservas
do Estado.
Ele diz que as
empresas brasileiras, sozinhas,
não têm condições de ocupar o
mercado aberto pelo fim do
monopólio petrolífero e
aconselha empresários locais a
procurarem parcerias com
estrangeiros, lembrando que o
BNDES abrirá uma linha de
crédito para financiar estas
associações.