PARQUE GRÁFICO
Eleição
aquecerá negócios do setor
gráficopor LUCIANA LEÃO
A batalha
eleitoral este ano não será
disputada apenas entre os
candidatos aos governos federal e
estadual, deputados e senadores.
Mas, também entre as empresas
que compõem o parque gráfico no
Estado. Pelo menos, esta é a
expectativa do setor que prevê
crescimento de 100% no volume de
serviços, se comparados a
períodos normais, sem eleições
e Copa do Mundo.
Mais
competitivas, as indústrias
locais já exportam serviços
para outras capitais do Nordeste
e do Norte do País. Isso se deu
principalmente porque grande
parte investiu em tecnologia,
adquirindo equipamentos, e
apostou na qualificação da
mão-de-obra, como principais
ferramentas para competir o Sul e
Sudeste.
Estas regiões,
em anos anteriores, concentravam
grande parte da demanda dos
serviços gráficos em época de
eleição. O empresário Geraldo
Figueirôa, da Utilgraf, diz que
a tendência também se verifica
na venda de equipamentos. "O
emprego também deve
crescer", diz.
Os empresários
costumam chamar de
"achismo" o
comportamento de acreditar que o
Sul do País tem menor custo e
melhor qualidade que as empresas
nordestinas. "É um
paradigma antigo. Antes de buscar
outras alternativas de mercado,
os empresários e políticos
deveriam buscar opções
aqui", opinou a gerente
administrativa financeiro da
Intergraf, Danielle Mendonça.
Segundo
Danielle, o aquecimento dos
negócios se iniciará esta
semana, devido ao término da
Copa. Para atender aos pedidos, a
Intergraf dobrou o estoque de
matéria-prima, que normalmente
é de 40 toneladas de papel por
mês. A empresa não irá
contratar mão-de-obra, porém
alguns serviços serão
terceirizados.
A Intergraf é
considerada uma das maiores
empresas gráficas do Estado. No
ínicio do ano, investiu R$ 3
milhões com importação de
máquinas de off-set. O seu
faturamento mensal é de R$ 400
mil. Com as eleições, a empresa
terá uma capacidade produtiva de
atingir um faturamento de até R$
1 milhão no mês.
O empresário
Ricardo Costa, proprietário da
Editora Raízes e Stampa Outdoor,
aposta no aquecimento do setor,
porém acha que este ano será
ainda maior por se tratar de
"uma batalha
histórica", disse ele,
referindo-se à disputa pelo
Governo do Estado, onde antigos
aliados Jarbas Vasconcelos (PMDB)
e Miguel Arraes (PSB), concorrem
ao mesmo cargo. "Este ano, o
mais importante será o
pragmatismo. Os políticos não
vão buscar complicação".
Para o
presidente do Sindicato das
Indústrias Gráficas de
Pernambuco, Sebastião
Figueirôa, as eleições devem
aumentar também a oferta de
empregos nas indústrias em cerca
de 10%. Atualmente, o setor,
composto por 600 indústrias,
emprega 20 mil pessoas.
"Não tenho receio da
competição. O nosso parque
gráfico está preparado.
Esperamos que os políticos
regionalizem as campanhas".