INDICADORES II
Empresários
esperam redução de jurosA esperança da
indústria pernambucana para o
segundo semestre está na
redução das taxas de juros e no
acesso ao crédito para
investimento na produção,
avalia o presidente da Fiepe,
Jorge Corte Real. O fraco
desempenho registrado até maio
teria sido motivado pelos juros
altos. "Está claro que a
indústria melhorou em termos de
vendas, mas não com o
crescimento necessário ao
desenvolvimento da nossa
economia", ressaltou. Corte
Real disse que a modernização
de alguns segmentos, como o da
indústria metalúrgica, vem
fazendo crescer a produtividade
mas sem reflexos nos índices de
emprego.
Há
empresários que mesmo com
resultados positivos de vendas no
período, prevêem retração no
segundo semestre. "Nós
estimamos uma queda de pelo menos
30%, já descontadas as próximas
etapas das exportações que
estamos fazendo para a
Nigéria", afirma o diretor
de operações da Máquinas
Piratininga, Antonio Sotero.
Apesar da empresa ter elevado as
vendas em 25% no período, ele
diz que o avanço foi
conseqüência exclusiva das
exportações. "O panorama
para o segundo semestre é
obscuro. Não vemos viabilidade
de investimentos, pois as taxas
de juros não são
atrativas".
No setor
textil, que amargou a maior queda
de vendas desde o início do ano,
as perspectivas são mais
positivas. A campanha eleitoral
pode ajudar. "Acreditamos
que no segundo semestre o nível
de individamento do consumidor
tenha se reduzido e com o início
da campanha política haja um
aquecimento da produção",
diz o presidente em exercício do
Sindicato da Industria do
Vestuário (Sindivest-PE),
Rodolfo Fehr Junior.