- - - -- - - -- - - - - - - -- - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 12 de julho de 1998

PRIVATIZAÇÃO II
Número de funcionários é muito grande para operar a empresa

O funcionalismo público na CTU é motivo de preocupação no relatório da consultoria Delloite Touche Tomahtsu, sobre a privatização da empresa. Os 1.497 funcionários são demais para operar a empresa e existe um custo previsto de R$ 1,2 milhão para demissão de 259 funcionários emprestados à prefeitura.

"Se for decidida a venda completa da empresa, o comprador terá que manter 50% do pessoal na empresa por um ano. Demissão, só por justa causa", avalia o relatório. Para Carlos Gueiros, da Transportadora Globo, isso deve afastar interessados porque os empresários querem ter a disponibilidade de colocar o funcionário adequado a sua maneira de gerir a empresa.

"Ninguém conhece os funcionários que devem ficar entre os 50% que ganham a estabilidade de um ano", diz o empresário. A proPAGINA: 7eco-12.apm FINAL DA COLUNA: 1teção ao funcionalismo da CTU é respaldada ainda pela Lei Orgânica do Município. Na privatização, um terço do valor de venda deve ser distribuído aos funcionários. Se for vendida por R$ 60 milhões, por exemplo, daria R$ 13,4 mil para cada funcionário. Mas a Lei pede ajuste de valores segundo critérios proporcionais de antiguidade e posto, a serem definidos.

IDEAL - Mas o relatório apresenta uma possibilidade de selecionar pessoal, se for adotado o modelo de venda por alienação do controle acionário. Neste modelo uma "empresa virtual" é criada, para receber a parte boa da CTU. A outra parte, com no máximo a metade dos funcionários, fica com a prefeitura. "Com esse modelo fica a empresa já ajustada do ponto de vista de sua demanda por pessoal", revela.


     

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