PRIVATIZAÇÃO II
Número
de funcionários é muito grande
para operar a empresaO funcionalismo público
na CTU é motivo de preocupação
no relatório da consultoria
Delloite Touche Tomahtsu, sobre a
privatização da empresa. Os
1.497 funcionários são demais
para operar a empresa e existe um
custo previsto de R$ 1,2 milhão
para demissão de 259
funcionários emprestados à
prefeitura.
"Se for
decidida a venda completa da
empresa, o comprador terá que
manter 50% do pessoal na empresa
por um ano. Demissão, só por
justa causa", avalia o
relatório. Para Carlos Gueiros,
da Transportadora Globo, isso
deve afastar interessados porque
os empresários querem ter a
disponibilidade de colocar o
funcionário adequado a sua
maneira de gerir a empresa.
"Ninguém
conhece os funcionários que
devem ficar entre os 50% que
ganham a estabilidade de um
ano", diz o empresário. A
proPAGINA: 7eco-12.apm FINAL DA
COLUNA: 1teção ao funcionalismo
da CTU é respaldada ainda pela
Lei Orgânica do Município. Na
privatização, um terço do
valor de venda deve ser
distribuído aos funcionários.
Se for vendida por R$ 60
milhões, por exemplo, daria R$
13,4 mil para cada funcionário.
Mas a Lei pede ajuste de valores
segundo critérios proporcionais
de antiguidade e posto, a serem
definidos.
IDEAL -
Mas o relatório apresenta uma
possibilidade de selecionar
pessoal, se for adotado o modelo
de venda por alienação do
controle acionário. Neste modelo
uma "empresa virtual"
é criada, para receber a parte
boa da CTU. A outra parte, com no
máximo a metade dos
funcionários, fica com a
prefeitura. "Com esse modelo
fica a empresa já ajustada do
ponto de vista de sua demanda por
pessoal", revela.