- - - -- - - -- - - - - - - -- - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 12 de julho de 1998

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Ações da Telpe não devem ser vendidas agora

por JOSUÉ NOGUEIRA

A expectativa de crescimento da economia brasileira nos próximos anos, possibilidade, que, segundo analistas do mercado financeiro, tem tudo para se tornar real, aponta para uma conclusão óbvia: é hora de se investir em ações. "Os preços estão muito baratos, caracterizando como nunca a hora de investir, principalmente para aqueles que querem diversificar seus negócios", afirma Samuel Emery, consultor da Finacap, empresa pernambucana de consultoria de mercado de ações e investimentos.

Em outras palavras, segundo ele, quem hoje já possui tais papéis não deve vendê-los. O recado vale particularmente para os acionistas das empresas telefônicas estatais (tanto convencionais quanto móveis), cuja venda está agendada para o dia 29. O consultor salienta porém, que, mesmo que com ou sem privatização, o momento é de se comprar ações sejam quais forem. "Embora os papéis de algumas empresas tenham caído, a tendência lógica é de valorização", diz.

Para ele, os interessados devem aproveitar o momento e pensar a longo prazo. "O retorno é certo. Os leigos só correrão atrás quando a valorização atingir a obviedade e virar notícia na TV", analisa. "Negócios com ações, que hoje estão sendo vendidas por preços inferiores ao valor patrimonial das empresas, podem render muito mais que poupança e outros tipos de investimentos". Ainda de acordo com o Emery, fatores como a reeleição de Fernando Henrique Cardoso e a estabilização do mercado externo, serão decisivos para a manutenção do crescimento do país.

VISITAS - No caso específico dos proprietários de ações da teles pernambucanas - Telpe e Telpe Celular - a orientação é segurar os papéis e aguardar o movimento do mercado após a privatização. De acordo com fontes do setor de telefonia, as ações dispõem de muita "folga" para crescer. "Dependendo do grupo que comprar as holdings em que as estatais locais estão inseridas, as ações podem subir rapidamente", afirmam, observando que o nome do consórcio pesará definitivamente na valorização dos papéis.

Estão inscritas para visitar a sala de informação (data room) da Tele Nordeste Celular (holding com estatais móveis de Alagoas ao Piauí) a Stet (Itália), Portugal Telecom, Telefónica España, France Telecom, Construtora Andrade Gutierrez, Splice, Airtouch, Promon, BRT, Futuretel, Bozano Simonzen, CR Almeida, Partcon e Globopar. Para visitar a sala da Tele Norte-Leste (fixas do Nordeste, RJ, ES e MG), inscreveram-se Stet, Portugal Telecom, Telefónica España, France Telecom, Splice, BRT, Waivetel, Futuretel, Bozano Simonzen e Globopar.


     

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