- - - -- - - -- - - - - - - -- - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 12 de julho de 1998

COMÉRCIO
Inadimplência fecha galerias de Petrolina

por EMANUEL ANDRADE
Da Sucursal

PETROLINA - A crise econômica, a inadimplência e o advento do River Shopping podem ser considerados os principais motivos para a interrupção de 80% do funcionamento das tradicionais galerias de lojas existentes em Petrolina. A cidade chegou a ter cerca de dez galerias, com direito a disputa entre lojistas por um espaço em uma delas. Hoje, cerca de 60 lojas fecharam as portas nesses centros, enquanto outras foram substituídas por escritórios, cursos e até consultórios médicos.

Um bom exemplo está na galeria Imperial Center, inaugurada há mais de cinco anos. Atualmente, quatro lojas se encontram ofuscadas pelos escritórios e gabinetes de vereadores. "As salas estavam disponíveis e a Câmara Municipal resolveu alugar para os vereadores que não tinham estrutura para trabalhar", ressaltou Antônio Mello, síndico da galeria. Um exemplo da crise está no preço dos aluguéis. As lojas que antes eram alugadas por R$ 500, hoje, estão valendo apenas R$ 200,00.

ESCOLHA - Inaugurada em 93, a galeria Eco Center é, talvez, a única que consegue sobreviver, apesar de apresentar no currículo mais de dez pontos fechados, que foram reabertos aos poucos. Das 54 lojas, 85% estão funcionando. José Raulino Neto, 33, dono de uma loja de roupas de marca, começou na Eco Center, abrindo depois uma filial no River. Como os custos não deram para manter as duas, teve de optar por um dos pontos. Ele argumenta que na galeria tinha um movimento razoável e mais intimista, quando no shopping a clientela muda a cada dia. "Acontece que estamos todos com o pé na crise, a inadimplência sufoca a todos", reclama.

Todavia, a crise também atinge o próprio River Shopping que já teve seis lojas fechadas nos últimos meses. A crise atinge até o outro lado do centro de compras, no Centro de Convenções. Lá, a direção do restaurante Spettus resolveu baixar as portas de sua filial por conta do movimento que caiu em mais de 60%. A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), está organizando uma campanha para impulsionar o comércio do centro de Petrolina e pretende atingir diversos segmentos da economia local.


     

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