TURISMO
Terminal
de passageiros custará R$ 1
milhãopor LUCIANA LEÃO
Prefeitura da
Cidade do Recife publica nos
próximos dias o edital de
licitação para contratação da
empresa responsável pelas obras
do Terminal Marítimo de
Passageiros do Porto do Recife. O
projeto com recursos assegurados
pelo Programa Nacional do
Desenvolvimento do Turismo
(Prodetur), no valor de R$ 1
milhão, prevê a reforma do
armazém 12, com construção de
lojas, restaurantes e outros
equipamentos públicos, além de
espaços reservados aos órgãos
responsáveis pela
administração.
As obras,
segundo a PCR, devem ser
iniciadas no final de setembro.
Segundo estudo de viabilidade
econômica realizado pela
Fundação Apolônio Sales de
Desenvolvimento Educacional
(Fadurpe), o terminal poderá
duplicar a demanda de
passageiros, que nos cinco
primeiros meses deste ano foi de
3.860, o que representa 73% do
fluxo total do ano passado (5.283
pessoas). O documento foi
entregue semana passada ao
diretor-presidente da Empresa de
Urbanização do Recife (URB),
Bruno de Castro e Silva.
No estudo, a
empresa constatou que apenas dois
navios, o Funchal e o Rembrant,
de bandeiras panamenha e
holandesa ofereceram roteiros com
saída do Recife. A maioria dos
usuários locais embarcam nos
Portos de Salvador, Rio de
Janeiro e São Paulo (Santos).
"A pouca freqüência de
atracagem de navios será um dos
obstáculos iniciais a serem
ultrapassados", avalia
Ricardo Piquet, diretor de
Projetos Especiais da URB e chefe
do escritório do Recife Antigo.
Para enfrentar
a baixa freqüência, a
Prefeitura vai iniciar a
captação de investidores que
queiram incluir Recife no roteiro
marítimo internacional e na
costa brasileira. Nos últimos 18
meses - de janeiro de 1997 a maio
deste ano - apenas quatro
embarcações atracaram no Porto
do Recife. Representantes de
navios e agentes de viagens
acreditam que a consolidação do
terminal vai atender às
expectativas do mercado e
transformar o Recife em ponto de
origem e destino de viagens
turísticas.
"Estima-se
que o aumento das receitas no
bairro pode duplicar. Sem o
equipamento, neste ano, os
empresários prevêem um
incremento de 20% na
receita", diz o coordenador
do estudo, economista Gabriel
Tenório Katter. A permanência
de navios no Porto do Recife é
inferior a 24 horas.
INFRA-ESTRUTURA
- Segundo a Empresa
Brasileira de Turismo (Embratur),
a entrada de turistas
estrangeiros no Brasil, por via
marítima, equivale a 1,35% do
total de visitantes. Em 97,
Pernambuco participou com 5,2%
deste percentual - 3,8 vezes
maior que a participação média
do País. "O terminal de
passageiros vai ser um elemento
estimulador da exploração
turística via marítima do
Estado, que poderá ser
integrado, por exemplo, à
navegação do Rio
Capibaribe", afirmou Katter.
O estudo da
Fadurpe diz que a maioria dos
agentes de viagens apontou que
apesar do potencial, a falta de
infra-estrutura é a principal
causa de Pernambuco não estar
incluído na rota marítima dos
cruzeiros que chegam às costas
brasileiras. "Se o Porto do
Recife dinamizar suas
potencialidades, poderemos voltar
à nossa tradição de entrada da
Europa", avaliou Bruno de
Castro e Silva, presidente da
URB.