DECISÃO
Copa
do século: ato finalPARIS - O Brasil
está a 90, 120 minutos ou até
mesmo pela cobrança de pênaltis
para conquistar mais um título
inédito: o seu quinto Mundial,
na última Copa do século.
Campeão em 58 (Suécia), 62
(Chile), 70 (México) e 94
(Estados Unidos), enfrenta a
França que, pela primeira vez,
chega a uma decisão. Mas tem a
seu favor o fato de jogar em
casa, com o apoio de sua torcida.
Quando a bola rolar, às 16h
(horário de Brasília), no Stade
de France, em Saint-Denis,
bilhões de pessoas estarão
atentas ao que farão brasileiros
e franceses.
Em campo, o
melhor ataque - o Brasil já
marcou 14 gols, contra a melhor
defesa, que sofreu apenas 2 -,
além do técnico Zagalo, que
busca também uma conquista
inédita: participar dos cinco
títulos brasileiros. Foi
campeão como jogador em 58 e 62,
como técnico em 70 e coordenador
em 94. O Brasil joga completo,
com a volta de Cafu. O time
brasileiro ganhou muita moral
depois das dramáticas vitórias
sobre Dinamarca e Holanda.
Enquanto os
franceses apostam muito no bom
futebol que mostraram até agora
- estão invictos - e no apoio de
sua torcida, os brasileiros têm
no Seleção os melhores valores
individuais e esperam que o
adversário seja tomado por uma
dose de nervosismo, justamente
pela sua inexperiência em
decisão de Copa e ter a
necessidade de dar satisfação
ao seus compatriotas. O líbero
Laurent Blanc, expulso contra a
Croácia, é o grande desfalque
da França.
O jogo termina
com 90 minutos se houver um
vencedor. Havendo a necessidade
de prorrogação, será campeão
o time que marcar o primeiro gol,
ou morte súbita. Persistindo o
empate, o vencedor será
conhecido na cobranças de tiros
livres diretos. O Brasil ganhou o
tetracampeonato em 94 ao vencer a
Itália por 3x2 nos pênaltis. E
caso a decisão necessite deste
último recurso, o Brasil leva
toda a sua fé no goleiro
Taffarel.
TERCEIRO
CONFRONTO - A decisão
marcará o terceiro confronto
direto entre Brasil e França em
Mundiais. O primeiro jogo entre
as duas seleções em Copas
ocorreu em 1958, na Suécia. A
partida foi válida pela
semifinal. A Seleção Brasileira
venceu por 5x2, com três gols do
jovem Pelé, um de Vavá e outro
de Didi. Os gols franceses foram
marcados por Just Fontaine e
Piantoni. O Brasil passou para a
final e venceu a Suécia também
por 5x2. Na disputa pelo terceiro
lugar, a França venceu a
Alemanha por 6x3.
O segundo
confronto entre as duas equipes
ocorreu nas quartas-de-final da
Copa do México, em 1986, último
Mundial disputado pela França
antes de sediar a competição
deste ano. O jogo terminou
empatado por 1x1 no tempo normal.
Careca abriu o placar para o
Brasil. Platini empatou para a
França. No segundo tempo, o
atacante Zico, atual
coordenador-técnico da
Seleção, desperdiçou um
pênalti a poucos minutos do fim
do jogo. Na prorrogação, a
partida terminou empatada por
0x0. A passagem para a semifinal
foi decidida nos pênaltis. Os
franceses venceram por 4x3. Na
semifinal, a França foi
derrotada pela Alemanha por 2x0 e
teve de se contentar com o
terceiro lugar, conquistado após
uma vitória na prorrogação
sobre a Bélgica.
VELHOS
CONHECIDOS - Quatro clubes
tradicionais da Europa estarão
representados por jogadores das
duas. No Milan, jogam o francês
Desailly e os brasileiros André
Cruz e Leonardo, o Internazionale
abriga Djorkaeff e Ronaldinho, a
Roma tem Candela, Cafu e Aldair e
o Real Madrid, Karembeu e Roberto
Carlos. Quase todos os demais
jogadores da França e do Brasil,
dois países exportadores de
craques, são velhos conhecidos
de campeonatos europeus.
Só no
Campeonato Italiano, jogam sete
franceses (Candela, Djorkaeff,
Deschamps, Desailly, Zidane,
Boghossian e Thuram) e seis
brasileiros (Cafu, Aldair,
Ronaldinho, André Cruz, Leonardo
e Edmundo).