FRANÇA
Os
"azuis" sonham com
título em casaPARIS, França -
A Seleção da França, dentro da
sua casa, entra em campo hoje às
16h, no Stade de France, disposta
a fazer história e conquistar a
primeira Copa para o seu país.
Ninguém está interessado em
lembrar o passado, como o Mundial
de 1938, realizado em solo
francês. Os "azuis",
como são chamados os jogadores
pela torcida, amargaram uma
oitava colocação ou em 1986 ao
terminarem na terceira posição.
O time do
técnico Aimé Jacquet está
certo de que pode realizar o
sonho de ser campeão do mundo.
Para isso, a primeira receita é
não temer o Brasil, mas manter o
respeito natural pelo
adversário. "Chegamos a
final porque mostramos
futebol", disse o treinador.
Para acrescentar:
"Conhecemos o poder dos
brasileiros, mas não vou dizer
que armei algum esquema para
marcar Ronaldinho. O time do
Brasil inteiro é bom."
Outro plano
para derrotar os brasileiro é
saber explorar bem a subida dos
laterais Cafu e Roberto Carlos.
Mas Jacquet tem um problema
sério: o ataque continua sem
marcar. Talvez, por isso, o maior
nome da França, o meia/ofensivo
Zinedine Zidane não esconde a
sua ânsia de fazer gol.
"Será o meu grande feito. E
com a França campeã."
Mesmo otimista,
Zidane respeita a Seleção
Brasileira, que aponta como
favorita, mas comenta: "O
Brasil não é imbatível".
E complementa: "Precisaremos
jogar 200% da nossa capacidade
para conseguir a vitória.
Teremos de dar tudo para
conquistar alguma coisa. Mas
também os brasileiros
precisarão de muita dedicação
para nos derrotar. Eles
percorreram uma trajetória
extraordinária, mas seremos onze
contra onze."
MUDANÇA NA
DEFESA - Contra a vontade, o
técnico Aimé Jacquet foi
obrigado a mudar a defesa, pois o
titular Blanc foi expulso contra
a Croácia e não joga a final.
No seu lugar entra Frank Leboeuf,
que não esconde a sua
confiança. "Tenho 30 anos e
não preciso provar nada para
ninguém, mas provar para mim
mesmo que também posso jogar na
seleção de meu país",
disse, lembrando que já está no
futebol há 12 anos e sonha todos
os dias com o título.
Leboeuf é
outro que respeita profundamente
o time de Zagalo, mas crê em
surpresas. "O Brasil é um
super time e não está na final
à toa, mas não é
invencível".
O treinador
francês, porém, lembrou que
Leboeuf tem a sua inteira
confiança. "Se não fosse
assim, não o teria chamado para
a seleção", destacou.
Na verdade, a
França possui jogadores de alto
nível e uma seleção forte na
defesa. A prova é que só tomou
dois gols. Mas terá o desafio de
enfrentar o melhor ataque da
Copa. O Brasil já marcou 14
gols, em seis jogos, em
compensação tomou sete.
"Só precisamos explorar bem
as falhas defensivas
brasileiras", comentou
Jacquet.