- - - -- - - - - - - -- - - - - - - -- - - - --Jornal do Commercio - Recife, 12 de julho de 1998

FÉ E PROMESSAS IV
Alceu Valença rende-se ao Padre Cícero

O cantor Alceu Valença não é lá muito religioso. "Tenho meus mistérios", resume. Mas de uns anos para cá, deu para acreditar no poder de ataque do Padre Cícero. Motivo: ele estava em Juazeiro do Norte, no Ceará, quando o Brasil foi tetracampeão do mundo. Assim, resolveu não arriscar este ano. Marcou sua passagem para a cidade e hoje deve prostrar-se em frente a qualquer televisão local para assistir a finalíssima.

"Não sou católico, nem creio muito em santos. Só resolvi não arriscar", revela Alceu. Tudo começou ainda em 86, na Copa do México. Alceu estava em Juazeiro, quando o Brasil foi derrotado e perdeu o título. Achou que o lugar dava azar e que jamais passaria outro Mundial ali. Veio o de 90. Os brasileiros são de novo desclassificados e Alceu não passou nem perto de Juazeiro.

"Constatei que nada tinha a ver. Assim, em 94 resolvi voltar lá". Voltou e deu certo. Se hoje a conquista brasileira se repetir, ele promete passar em Juazeiro todas as próximas Copas. "Devo visitar também a estátua de Padre Cícero. Quem sabe ele não foi com a minha cara". O resto do Brasil torce para que seja verdade.


     

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