PESQUISA
FHC:
vantagem de 12 pontos sobre Lula O apoio à candidatura
do presidente Fernando Henrique
Cardoso (PSDB) à reeleição
cresceu sete pontos percentuais
nos últimos 30 dias. Pesquisa
nacional realizada pelo Datafolha
nos dias 8 e 9 de julho,
publicada pelo JC com
exclusividade em Pernambuco,
mostra que o presidente recuperou
a liderança isolada do quadro
eleitoral, abrindo 12 pontos de
vantagem sobre Luiz Inácio Lula
da Silva (PT). Fernando Henrique
obtém 40% das intenções de
voto contra 28% do petista. O
candidato Ciro Gomes (PPS/PL)
fica em terceiro, com 7%, e
Enéas Carneiro (Prona), em
quarto, com 4%. Votos brancos e
nulos somam 8% e indecisos, 9%. O
Datafolha ouviu 4.380 pessoas em
todo o País (veja a metodologia
na página 10).
Apesar da
evolução positiva, o dado é
insuficiente para garantir uma
vitória antecipada do tucano no
primeiro turno. Somando-se os
pontos dos demais candidatos
chega-se a 41% do total da
amostra. A diferença é
contemplada pela margem de erro
prevista para o estudo (dois
pontos percentuais).
Comparando-se
esses resultados com
levantamentos anteriores,
percebe-se que o presidente
Fernando Henrique consegue um
índice próximo ao que obtinha
em março e abril deste ano. Na
época, Fernando Henrique era
citado por 41% dos eleitores
consultados. Em maio, essa taxa
caiu para 34% e em junho, para
33%. Por outro lado, o apoio à
candidatura de Lula, que havia
subido de 25% em março para 30%
em junho, oscila, agora, para
28%. O índice dos que pretendem
votar em branco ou anular o voto
caiu quatro pontos (de 12% para
8%).
A preferência
por Fernando Henrique cresceu
principalmente no Sudeste, nas
regiões metropolitanas, e entre
os que têm de 25 a 34 anos (nove
pontos nos três segmentos).
Nas
simulações de segundo turno, o
presidente Fernando Henrique
também melhorou seu desempenho.
Na situação em que se propõe a
hipótese de um confronto com
Lula, a intenção de voto em
Fernando Henrique no último mês
subiu de 45% para 51%. Já a
opção por Lula no segundo turno
caiu de 44% para 38% nesse mesmo
período. Entre os habitantes do
Norte e Centro-Oeste, o tucano
cresceu 11 pontos e entre os que
moram nas regiões
metropolitanas, nove.
Quando se
coloca a possibilidade de
Fernando Henrique enfrentar Ciro
Gomes na reta final, a vantagem
do tucano é ainda maior. O
presidente consegue 56% e o
candidato do PSB, 29%.
Na intenção
de voto espontânea, as menções
ao tucano saltaram de 17% para
24%. Lula permaneceu estável com
15% e a taxa de indecisos caiu de
53% para 48%. A rejeição ao
presidente diminuiu (caiu de 27%
para 21%) e a do petista aumentou
(de 29% para 33%). A expectativa
em relação a uma possível
vitória de FHC também cresceu
(de 49% para 59%). Acreditam que
o candidato petista será eleito
presidente 19% dos entrevistados.
Em junho, esse índice era de
25%.
Apesar das
alterações significativas que
são observadas no quadro de
evolução das candidaturas,
ainda existe uma elevada taxa de
eleitores que acenam com a
possibilidade de mudar o voto
(37%). Comparando-se com os dados
da pesquisa de junho, nota-se,
porém, uma pequena ascensão dos
que se dizem totalmente decididos
(de 60% para 63%).
Caso resolvam
realmente trocar de candidato, o
mais beneficiado com a atitude
dos eleitores
"instáveis" seria
Lula, que consegue 22% das
intenções de voto do segmento.
O presidente-candidato Fernando
Henrique vem em segundo lugar,
com 19%.