- - - -- - - -- - - - - - - -- - - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 12 de julho de 1998

PESQUISA
FHC: vantagem de 12 pontos sobre Lula

O apoio à candidatura do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) à reeleição cresceu sete pontos percentuais nos últimos 30 dias. Pesquisa nacional realizada pelo Datafolha nos dias 8 e 9 de julho, publicada pelo JC com exclusividade em Pernambuco, mostra que o presidente recuperou a liderança isolada do quadro eleitoral, abrindo 12 pontos de vantagem sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Fernando Henrique obtém 40% das intenções de voto contra 28% do petista. O candidato Ciro Gomes (PPS/PL) fica em terceiro, com 7%, e Enéas Carneiro (Prona), em quarto, com 4%. Votos brancos e nulos somam 8% e indecisos, 9%. O Datafolha ouviu 4.380 pessoas em todo o País (veja a metodologia na página 10).

Apesar da evolução positiva, o dado é insuficiente para garantir uma vitória antecipada do tucano no primeiro turno. Somando-se os pontos dos demais candidatos chega-se a 41% do total da amostra. A diferença é contemplada pela margem de erro prevista para o estudo (dois pontos percentuais).

Comparando-se esses resultados com levantamentos anteriores, percebe-se que o presidente Fernando Henrique consegue um índice próximo ao que obtinha em março e abril deste ano. Na época, Fernando Henrique era citado por 41% dos eleitores consultados. Em maio, essa taxa caiu para 34% e em junho, para 33%. Por outro lado, o apoio à candidatura de Lula, que havia subido de 25% em março para 30% em junho, oscila, agora, para 28%. O índice dos que pretendem votar em branco ou anular o voto caiu quatro pontos (de 12% para 8%).

A preferência por Fernando Henrique cresceu principalmente no Sudeste, nas regiões metropolitanas, e entre os que têm de 25 a 34 anos (nove pontos nos três segmentos).

Nas simulações de segundo turno, o presidente Fernando Henrique também melhorou seu desempenho. Na situação em que se propõe a hipótese de um confronto com Lula, a intenção de voto em Fernando Henrique no último mês subiu de 45% para 51%. Já a opção por Lula no segundo turno caiu de 44% para 38% nesse mesmo período. Entre os habitantes do Norte e Centro-Oeste, o tucano cresceu 11 pontos e entre os que moram nas regiões metropolitanas, nove.

Quando se coloca a possibilidade de Fernando Henrique enfrentar Ciro Gomes na reta final, a vantagem do tucano é ainda maior. O presidente consegue 56% e o candidato do PSB, 29%.

Na intenção de voto espontânea, as menções ao tucano saltaram de 17% para 24%. Lula permaneceu estável com 15% e a taxa de indecisos caiu de 53% para 48%. A rejeição ao presidente diminuiu (caiu de 27% para 21%) e a do petista aumentou (de 29% para 33%). A expectativa em relação a uma possível vitória de FHC também cresceu (de 49% para 59%). Acreditam que o candidato petista será eleito presidente 19% dos entrevistados. Em junho, esse índice era de 25%.

Apesar das alterações significativas que são observadas no quadro de evolução das candidaturas, ainda existe uma elevada taxa de eleitores que acenam com a possibilidade de mudar o voto (37%). Comparando-se com os dados da pesquisa de junho, nota-se, porém, uma pequena ascensão dos que se dizem totalmente decididos (de 60% para 63%).

Caso resolvam realmente trocar de candidato, o mais beneficiado com a atitude dos eleitores "instáveis" seria Lula, que consegue 22% das intenções de voto do segmento. O presidente-candidato Fernando Henrique vem em segundo lugar, com 19%.


     

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