- - - -- - - -- - - - - - - -- - - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 12 de julho de 1998

PESQUISA II
Medidas na área social favorecem presidente

O crescimento do apoio à candidatura do presidente Fernando Henrique à reeleição pode estar ligado às recentes iniciativas do Governo Federal na área social. A maioria dos eleitores (68%) tomou conhecimento de, pelo menos, uma das medidas adotadas nas últimas semanas. Dentre elas, foram incluídas no levantamento a liberação de verba para programas de construção de casas populares (39% dos entrevistados já tinham ouvido falar do assunto), o anúncio do reajuste dos salários do funcionalismo público (38% sabiam do fato) e a baixa nas taxas de juros (36%). Além disso, 27% lembram de ter visto alguma propaganda do Governo nos últimos 30 dias e 22% disseram ter ficado sabendo da declaração do presidente Fernando Henrique de que o povo brasileiro precisa de carinho.

Sobre essas recentes intervenções do Governo Federal, a maioria (64%) concorda com a teoria de que as iniciativas têm como objetivo principal melhorar a imagem do presidente junto ao eleitores. No extremo oposto, 28% acham que o presidente Fernando Henrique está realmente preocupado com a situação da população e que, com isso, pretende dar mais atenção às questões sociais. Em relação às propagandas do Governo, as opiniões são bastante parecidas: 61% acham que elas servem para promover o candidato à reeleição e apenas 21% enfatizam o conteúdo informativo das campanhas.

Entre os eleitores do petista Lula, 74% ressaltam o aspecto político das iniciativas contra 14% que optam pela outra alternativa. Entre os que pretendem votar em FHC, essas taxas correspondem a 49% e 32%, respectivamente.

Essas medidas recentes parecem estar inibindo o efeito negativo provocado pela declaração do presidente sobre os que se aposentam antes dos 50 anos. FHC chamou de vagabundos os que se enquadravam na situação. O episódio foi apontado como uma dos principais razões da queda da candidatura de FHC. Na pesquisa feita em junho, 48% achavam que o tucano considerava vagabundos os que se aposentam antes dos 50. Na época, outros 45% acreditavam que havia ocorrido um mal-entendido e que o presidente não queria dizer aquilo. Agora, essas taxas correspondem a 42% e 51%, respectivamente.


     

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