PESQUISA II
Medidas
na área social favorecem
presidenteO crescimento do apoio
à candidatura do presidente
Fernando Henrique à reeleição
pode estar ligado às recentes
iniciativas do Governo Federal na
área social. A maioria dos
eleitores (68%) tomou
conhecimento de, pelo menos, uma
das medidas adotadas nas últimas
semanas. Dentre elas, foram
incluídas no levantamento a
liberação de verba para
programas de construção de
casas populares (39% dos
entrevistados já tinham ouvido
falar do assunto), o anúncio do
reajuste dos salários do
funcionalismo público (38%
sabiam do fato) e a baixa nas
taxas de juros (36%). Além
disso, 27% lembram de ter visto
alguma propaganda do Governo nos
últimos 30 dias e 22% disseram
ter ficado sabendo da
declaração do presidente
Fernando Henrique de que o povo
brasileiro precisa de carinho.
Sobre essas
recentes intervenções do
Governo Federal, a maioria (64%)
concorda com a teoria de que as
iniciativas têm como objetivo
principal melhorar a imagem do
presidente junto ao eleitores. No
extremo oposto, 28% acham que o
presidente Fernando Henrique
está realmente preocupado com a
situação da população e que,
com isso, pretende dar mais
atenção às questões sociais.
Em relação às propagandas do
Governo, as opiniões são
bastante parecidas: 61% acham que
elas servem para promover o
candidato à reeleição e apenas
21% enfatizam o conteúdo
informativo das campanhas.
Entre os
eleitores do petista Lula, 74%
ressaltam o aspecto político das
iniciativas contra 14% que optam
pela outra alternativa. Entre os
que pretendem votar em FHC, essas
taxas correspondem a 49% e 32%,
respectivamente.
Essas medidas
recentes parecem estar inibindo o
efeito negativo provocado pela
declaração do presidente sobre
os que se aposentam antes dos 50
anos. FHC chamou de vagabundos os
que se enquadravam na situação.
O episódio foi apontado como uma
dos principais razões da queda
da candidatura de FHC. Na
pesquisa feita em junho, 48%
achavam que o tucano considerava
vagabundos os que se aposentam
antes dos 50. Na época, outros
45% acreditavam que havia
ocorrido um mal-entendido e que o
presidente não queria dizer
aquilo. Agora, essas taxas
correspondem a 42% e 51%,
respectivamente.