VIOLÊNCIA II
Segundo
G.M.M., seu vizinho já havia
tentando violentá-la há cerca
de um mêsA dona de casa G.M.M.,
19 anos, acusa o vizinho,
conhecido como Washington, de
tê-la estuprado, na noite de
anteontem, dentro da residência
dela, na Bomba do Hemetério. Ela
contou que estava sozinha, na
frente da casa, quando foi
atacada pelo homem, armado de
revólver. O acusado obrigou-a a
entrar e seguir para o quarto. Na
cama de G., que é casada e mãe
de uma filha de 4 anos, ele
tirou-lhe as vestes e a estuprou
durante cerca de dez minutos.
"Foi horrível. Agora, só
quero que esse criminoso seja
preso", revelou G., no
Instituto de Medicina Legal
(IML), onde submeteu-se a exame
sexológico.
Segundo a dona
de casa, Washington já tinha
ameaçado violentá-la, há cerca
de um mês, mas ela conseguiu
enganá-lo. "Eu estava
descendo uma escadaria, quando
ele apareceu, engatilhou o
revólver na minha direção, e
me mandou ir para trás da cerca
da vizinha", relembrou.
"Então, fingi que queria
marcar um encontro, para o dia
seguinte, e só aí me deixou ir
embora", disse.
Mesmo tendo
sido ameaçada de morte, ao
chegar em casa, G. contou tudo
para o marido, W.L.Q., que
decidiu tomar satisfações com a
família de Washington.
"Depois disso, até a mãe
dele foi me pedir desculpas,
prometendo que o filho não mais
mexeria comigo", prosseguiu.
De acordo com G., Washington tem
cerca de 20 anos, não trabalha,
é viciado em drogas e já teria
tentado estuprar outras mulheres
no bairro da Bomba do Hemetério.
Na noite de
anteontem - continuou a vítima
-, o homem a surpreendeu, no
quintal da residência, por volta
das 21h. "Ele sabia que meu
marido havia ido trabalhar e só
estava esperando que os meus
sobrinhos fossem embora",
ressaltou. No momento do crime, a
filha da dona de casa estava na
residência da madrinha.
G. disse que o
acusado, antes de violentá-la,
quis saber por que ela o havia
denunciado ao marido, há cerca
de um mês. "Depois, tirou
minha saia, a calcinha, arriou a
blusa e me estuprou, na minha
própria cama", detalhou.
SEGUNDA VEZ -
Algumas horas depois do estupro,
a dona de casa foi à 6ª
delegacia de plantão (Casa
Amarela), onde prestou queixa
contra Washington. Na
ocorrência, informou que o
acusado agiu sob efeito de droga
(maconha) e que ele é
considerado o "terror da
Bomba do Hemetério". À
reportagem do JC, no entanto,
disse que Washington estava
consciente. Também admitiu que
já fora estuprada por outro
homem, mas recusou-se a dar
detalhes.