- - - - - -- - - - - - - -- - - - -- - --Jornal do Commercio - Recife, 12 de setembro de 1998

VIOLÊNCIA II
Segundo G.M.M., seu vizinho já havia tentando violentá-la há cerca de um mês

A dona de casa G.M.M., 19 anos, acusa o vizinho, conhecido como Washington, de tê-la estuprado, na noite de anteontem, dentro da residência dela, na Bomba do Hemetério. Ela contou que estava sozinha, na frente da casa, quando foi atacada pelo homem, armado de revólver. O acusado obrigou-a a entrar e seguir para o quarto. Na cama de G., que é casada e mãe de uma filha de 4 anos, ele tirou-lhe as vestes e a estuprou durante cerca de dez minutos. "Foi horrível. Agora, só quero que esse criminoso seja preso", revelou G., no Instituto de Medicina Legal (IML), onde submeteu-se a exame sexológico.

Segundo a dona de casa, Washington já tinha ameaçado violentá-la, há cerca de um mês, mas ela conseguiu enganá-lo. "Eu estava descendo uma escadaria, quando ele apareceu, engatilhou o revólver na minha direção, e me mandou ir para trás da cerca da vizinha", relembrou. "Então, fingi que queria marcar um encontro, para o dia seguinte, e só aí me deixou ir embora", disse.

Mesmo tendo sido ameaçada de morte, ao chegar em casa, G. contou tudo para o marido, W.L.Q., que decidiu tomar satisfações com a família de Washington. "Depois disso, até a mãe dele foi me pedir desculpas, prometendo que o filho não mais mexeria comigo", prosseguiu. De acordo com G., Washington tem cerca de 20 anos, não trabalha, é viciado em drogas e já teria tentado estuprar outras mulheres no bairro da Bomba do Hemetério.

Na noite de anteontem - continuou a vítima -, o homem a surpreendeu, no quintal da residência, por volta das 21h. "Ele sabia que meu marido havia ido trabalhar e só estava esperando que os meus sobrinhos fossem embora", ressaltou. No momento do crime, a filha da dona de casa estava na residência da madrinha.

G. disse que o acusado, antes de violentá-la, quis saber por que ela o havia denunciado ao marido, há cerca de um mês. "Depois, tirou minha saia, a calcinha, arriou a blusa e me estuprou, na minha própria cama", detalhou.

SEGUNDA VEZ - Algumas horas depois do estupro, a dona de casa foi à 6ª delegacia de plantão (Casa Amarela), onde prestou queixa contra Washington. Na ocorrência, informou que o acusado agiu sob efeito de droga (maconha) e que ele é considerado o "terror da Bomba do Hemetério". À reportagem do JC, no entanto, disse que Washington estava consciente. Também admitiu que já fora estuprada por outro homem, mas recusou-se a dar detalhes.


     

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