EFEITOS DA CRISE IV
Revendedoras
de veículos atualizam jurosOs juros cobrados nos
financiamentos para veículos
novos estão subindo e acabou
ficando mais caro comprar o carro
novo. Diariamente as
consercionárias recebem tabelas
com novas taxas de juros para
operação. Até ontem, os
índices operados no Recife eram
de 3,5% em média, mas era
esperada uma alta para algo
próximo de 4,5% ou 5% nos
financiamentos para 36 meses.
Até a quinta-feira, a taxa
cobrada no leasing era de 2,4%.
Ontem, as revendedoras operavam
com novas tabelas, válidas até
o domingo.
As revendedoras
da Fiat e Volkswagen suspenderam
a operação com taxas
pós-fixadas, por orientação do
bancos das montadoras. Essas
taxas utilizam a variação
cambial para projeção de juros
e correção monetária. A
suspensão das operações
baseadas no dólar deve-se a
falta de interessados pelo plano,
por causa da incerteza com
relação a uma possível
desvalorização do real.
No caso das
financeiras, nacionalmente, os
juros cobrados para
financiamentos de até 36 meses,
passaram de 3,80% para 5,20%. Nos
planos de 24 meses, a taxa era de
4,99% mensais, até ontem. Com
esses juros, um veículo que
custa à vista R$ 12.500,00 sai
por R$ 23.270,64, parcelados em
36 meses, com entrada de 30%. Ao
todo o consumidor que adquirir um
veículo novo agora, terá
desembolsado 187,2% de juros ao
final dos três anos, quase duas
vezes o valor do veículo. Nos
planos de 24 meses, o consumidor
pagará pouco mais que o valor de
dois carros novos, com a
incidência de 119,76% de juros.
Para carros
usados, os juros são ainda
maiores. Pelas financeiras, os
juros em 36 meses são de 5,34%
ao mês. Pelo mesmo financiamento
a Fiat cobra 3,95% de juros ao
mês. A Fiat reajustou sua
tabela, elevando a taxa cobrada
no leasing de 36 meses para 3,65%
ao mês, até ontem era de 2,49%.
Na segunda-feira, outra tabela
deverá ser divulgada.
Ontem, a Fiori
já operava com taxas
pré-fixadas de 4,29% ao mês, o
que significa 51,48% de juros ao
ano. Na Sael, que trabalha com
veículos Volkswagen, era
esperada uma elevação para algo
próximo dos 4,5% mensais, 54% ao
ano. Os juros aplicados ontem
variavam de 3,30% a 3,9%. Da
mesma montadora, a Meira Lins,
operava até as 18h com uma
margem entre 3,10% a 3,57%.
Até agora,
apenas a General Motors do Brasil
decidiu manter sua tabela
divulgada ontem. As taxas são
válida até o próximo dia 16.
No leasing de 36 meses os juros
saltaram de 2,8% para 3,65%, ao
mês. Nos planos de 24 meses
passaram de 2,3% para 3,5%. No
Crédito Direto ao Consumidor a
taxa de juros é a mesma,
acrescida do IOF.
CONSÓRCIO -
Os consórcios devem manter sua
condições por mais algum tempo.
As taxas de administração
aplicadas são taxas únicas, com
variação de 12% a 15%,
diluídas ao longo das
prestações. A mudança nas
regras está diretamente
relacionada à mudança da
política das montadoras, o que
até agora não foi anunciado.
De acordo com o
consultor Rogério Simões, da
Ernest Young, o consumidor deve
aguardar a definição do quadro
financeiro, antes de efetuar
qualquer compra que acarrete em
endividamento de prazo mais
longo. "O melhor é manter o
dinheiro aplicado, esperando o
melhor momento para comprar. Para
quem já tem contrato baseado na
variação cambial, Simões
afirma não haver outra saída a
não ser torcer para que a
política cambial não mude.