-- - - -- - - - - - - -- - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 12 de setembro de 1998

EFEITOS DA CRISE IV
Revendedoras de veículos atualizam juros

Os juros cobrados nos financiamentos para veículos novos estão subindo e acabou ficando mais caro comprar o carro novo. Diariamente as consercionárias recebem tabelas com novas taxas de juros para operação. Até ontem, os índices operados no Recife eram de 3,5% em média, mas era esperada uma alta para algo próximo de 4,5% ou 5% nos financiamentos para 36 meses. Até a quinta-feira, a taxa cobrada no leasing era de 2,4%. Ontem, as revendedoras operavam com novas tabelas, válidas até o domingo.

As revendedoras da Fiat e Volkswagen suspenderam a operação com taxas pós-fixadas, por orientação do bancos das montadoras. Essas taxas utilizam a variação cambial para projeção de juros e correção monetária. A suspensão das operações baseadas no dólar deve-se a falta de interessados pelo plano, por causa da incerteza com relação a uma possível desvalorização do real.

No caso das financeiras, nacionalmente, os juros cobrados para financiamentos de até 36 meses, passaram de 3,80% para 5,20%. Nos planos de 24 meses, a taxa era de 4,99% mensais, até ontem. Com esses juros, um veículo que custa à vista R$ 12.500,00 sai por R$ 23.270,64, parcelados em 36 meses, com entrada de 30%. Ao todo o consumidor que adquirir um veículo novo agora, terá desembolsado 187,2% de juros ao final dos três anos, quase duas vezes o valor do veículo. Nos planos de 24 meses, o consumidor pagará pouco mais que o valor de dois carros novos, com a incidência de 119,76% de juros.

Para carros usados, os juros são ainda maiores. Pelas financeiras, os juros em 36 meses são de 5,34% ao mês. Pelo mesmo financiamento a Fiat cobra 3,95% de juros ao mês. A Fiat reajustou sua tabela, elevando a taxa cobrada no leasing de 36 meses para 3,65% ao mês, até ontem era de 2,49%. Na segunda-feira, outra tabela deverá ser divulgada.

Ontem, a Fiori já operava com taxas pré-fixadas de 4,29% ao mês, o que significa 51,48% de juros ao ano. Na Sael, que trabalha com veículos Volkswagen, era esperada uma elevação para algo próximo dos 4,5% mensais, 54% ao ano. Os juros aplicados ontem variavam de 3,30% a 3,9%. Da mesma montadora, a Meira Lins, operava até as 18h com uma margem entre 3,10% a 3,57%.

Até agora, apenas a General Motors do Brasil decidiu manter sua tabela divulgada ontem. As taxas são válida até o próximo dia 16. No leasing de 36 meses os juros saltaram de 2,8% para 3,65%, ao mês. Nos planos de 24 meses passaram de 2,3% para 3,5%. No Crédito Direto ao Consumidor a taxa de juros é a mesma, acrescida do IOF.

CONSÓRCIO - Os consórcios devem manter sua condições por mais algum tempo. As taxas de administração aplicadas são taxas únicas, com variação de 12% a 15%, diluídas ao longo das prestações. A mudança nas regras está diretamente relacionada à mudança da política das montadoras, o que até agora não foi anunciado.

De acordo com o consultor Rogério Simões, da Ernest Young, o consumidor deve aguardar a definição do quadro financeiro, antes de efetuar qualquer compra que acarrete em endividamento de prazo mais longo. "O melhor é manter o dinheiro aplicado, esperando o melhor momento para comprar. Para quem já tem contrato baseado na variação cambial, Simões afirma não haver outra saída a não ser torcer para que a política cambial não mude.


     

Índice | Editorial | Política | Brasil | Internacional | Cidades | Ciência/Meio Ambiente | Esportes | Economia |
Caderno C | Informática | Turismo | Charge | Colunas | Regional | Veículos | Família | Especiais

Últimas Notícias | JC Debate | Roteiro | Weekend | Bate-papo | Tábua de Marés
Fale com o JC | Links | Classificados | Rádio Jornal| Edições Anteriores | Assinantes