-- - - -- - - - - - - -- - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 12 de setembro de 1998

EFEITOS DA CRISE IX
Compra de dólar cresceu em casas de câmbio do País

O dólar sumiu, ontem, em várias capitais do País, como resposta à crise de insegurança na economia nacional. No Recife, nas operadoras Nortecâmbio, Câmbio Arcada, Brasicor, e Anacor - todas na área turística e "dolarizada" de Boa Viagem - ninguém estava vendendo, só comprando. Poucos clientes apareceram para sacrificar seus dólares, depois de 12% de valorização no paralelo, na última quinta-feira.

Quem vendesse, receberia R$ 1,35 por cada dólar e, se desejasse comprar, pagaria R$ 1,45. "Acho que sou o único hoje em Boa Viagem com dólar para vender, a R$ 1,45. Mas tive que mandar trazer a moeda de São Paulo", comenta um doleiro de Boa viagem, que não quis revelar seu nome.

A crise no mercado internacional fez aumentar o movimento nas casas de câmbio de São Paulo em 25%, na avaliação de alguns cambistas. Mas nem todas as casas estiveram dispostas a vender ou comprar a moeda por causa da instabilidade do mercado. "Há muita especulação também, e hoje (ontem) não estamos nem operando", dizia um funcionário da Cattoni, na Avenida São Luís.

No Rio de Janeiro, a corrida por dólares se concentrou no mercado de dólar turismo. A procura foi grande nas casas de câmbios credenciadas pelo Banco Central, com filas nas agências do Banco do Brasil. No câmbio paralelo, a procura diminuiu em relação ao dia anterior. A cotação elevada da moeda americana, que abriu o dia valendo R$ 1,45, espantou os compradores. O dólar turismo encerrou o dia sendo vendido a R$ 1,1791, 12,6% menos que a cotação de R$ 1,35 do fechamento do dólar paralelo no Rio.


     

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