EFEITOS DA CRISE XI
Penhora
fica mais cara após alta dos
jurosO aumento dos juros
atingiu também o penhor da Caixa
Econômica Federal (CEF). A
penhora de bens continua sendo
uma das formas mais rápidas de
conseguir dinheiro, no entanto, o
resgate das jóias e outras
mercadorias penhoradas ficou mais
caro desde ontem. As operações
de penhora com valor até R$ 300
passaram a ser corrigidas por uma
taxa mensal de 4,95%. Quem deixou
no prego um bem de valor maior
que R$ 300, terá que pagar um
índice de 5,35% ao mês para
recuperá-lo. Os percentuais
cobrados até quinta-feira eram
de 3,10% (para empréstimos de R$
300, ou menores) e 3,50% (para
valores acima deste limite).
A nova taxa do
penhor segue a mesma lógica dos
aumentos nos juros cobrados pelos
bancos sobre os empréstimos e
sobre o cheque especial, que
também foram reajustados ontem.
A decisão do Governo Federal de
aumentar as taxas básicas da
economia - que chegam atualmente
a 49,75% - tornou o dinheiro mais
caro para o banco. Assim, para
que a instituição financeira
possa repassá-lo para os
clientes, tem que cobrar mais
caro também.
A nova taxa do
penhor irá incidir somente sobre
os contratos assinados desde
ontem. Os índices foram
determinados pela direção da
Caixa Econômica Federal, em
Brasília, e são válidos em
todo País. "Quem recorreu
anteriormente à penhora de seus
bens irá pagar os mesmos
percentuais que foram acertados
na hora da assinatura dos
contratos", explicou o
gerente de mercado do Escritório
Regional de Recife da Caixa
Econômica, Jorge Pedro.