-- - - -- - - - - - - -- - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 12 de setembro de 1998

EFEITOS DA CRISE XI
Penhora fica mais cara após alta dos juros

O aumento dos juros atingiu também o penhor da Caixa Econômica Federal (CEF). A penhora de bens continua sendo uma das formas mais rápidas de conseguir dinheiro, no entanto, o resgate das jóias e outras mercadorias penhoradas ficou mais caro desde ontem. As operações de penhora com valor até R$ 300 passaram a ser corrigidas por uma taxa mensal de 4,95%. Quem deixou no prego um bem de valor maior que R$ 300, terá que pagar um índice de 5,35% ao mês para recuperá-lo. Os percentuais cobrados até quinta-feira eram de 3,10% (para empréstimos de R$ 300, ou menores) e 3,50% (para valores acima deste limite).

A nova taxa do penhor segue a mesma lógica dos aumentos nos juros cobrados pelos bancos sobre os empréstimos e sobre o cheque especial, que também foram reajustados ontem. A decisão do Governo Federal de aumentar as taxas básicas da economia - que chegam atualmente a 49,75% - tornou o dinheiro mais caro para o banco. Assim, para que a instituição financeira possa repassá-lo para os clientes, tem que cobrar mais caro também.

A nova taxa do penhor irá incidir somente sobre os contratos assinados desde ontem. Os índices foram determinados pela direção da Caixa Econômica Federal, em Brasília, e são válidos em todo País. "Quem recorreu anteriormente à penhora de seus bens irá pagar os mesmos percentuais que foram acertados na hora da assinatura dos contratos", explicou o gerente de mercado do Escritório Regional de Recife da Caixa Econômica, Jorge Pedro.


     

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