EFEITOS DA CRISE XIII
Alta
da TR amplia vantagem da
poupançaCom a elevação dos
juros, a poupança voltou a ser
uma boa aplicação. Essa
aplicação tem o seu rendimento
baseado em 0,5% de juro ao mês
mais a TR (Taxa de Referência),
que cresce com o aumento do custo
do dinheiro. Segundo uma
projeção feita pela Caixa
Econômica Federal, o rendimento
da poupança para quem depositou
ontem será de 2,20% no mês de
outubro. Esse índice proporciona
um rendimento de 29,84% anuais
nessa aplicação. Quem aplicou
na poupança na última
quinta-feira, antes do aumento
dos juros, deve ter um rendimento
mensal de 1,58%.
A TR resulta de
uma média feita entre os CDBs
(Certificados de Depósitos
Bancários) dos 30 maiores bancos
brasileiros. É por isso que ela
sofre a influência da taxa de
juros. A TR estava em 1,0464%
antes do aumento dos juros
promovidos anteontem pelo Governo
Federal. Com o aumento do custo
do dinheiro que passou de 29,75%
para 49,75%, há projeções de
que a TR fique em 1,70%. Esse
aumento da TR provocará um
aumento no rendimento. A
poupança também não paga os
20% de Imposto de Renda, que
incide sobre as demais
aplicações como os CDBs e
fundos de renda fixa ou DI
(papéis remunerados a juros
diários).
Os fundos de
renda fixa atrelados ao DI ou nos
papéis lastreados pelo CDI
(Certificado de Depósitos
Interfinanceiros) estão sendo os
mais indicados porque acompanham
as oscilações dos juros.
"O momento não é de
arriscar, é melhor escolher uma
opção mais conservadora e ter o
conforto de estar próximo as
oscilações dos juros",
disse o diretor regional do
Lloyds Bank, Fernando Azevedo.
Ele alegou
também que nos fundos de DI o
valor da cota independe do valor
da aplicação. Em média, os
fundos apresentaram uma
rentabilidade líquida de 1,6%
antes do aumento dos juros. A
projeção é que a rentabilidade
líquida do fundo fique em 1,9%
ao mês em conseqüência do
aumento de juros, segundo
Fernando Azevedo.