EFEITOS DA CRISE XIV
Passagem
aérea terá desconto menorOs agências de viagens
esperam mudanças para a próxima
semana, seguindo a tendência
observada ontem. Empresas aéreas
anunciaram ontem redução de 5%
nos descontos e redução no
prazo de parcelamento. A
Transbrasil, diminui seus
descontos de 60% para 55%. Já a
Varig, que parcelava o valor de
suas passagens no cartão de
crédito em até dez vezes sem
juros, baixou este prazo para
cinco parcelas.
A Eurotur,
está liberando contratos
individualmente, de acordo com as
condições e a avaliação das
companhias aéreas. Também é
esperado o início da cobrança
de juros para o parcelamento das
viagens. Algumas já estão
operando com taxas médias de 3%
a 4% ao mês. No câmbio, as
mudanças ainda não foram
sentidas. A variação, com base
no dólar comercial, foi de R$
1,17 a R$ 1,23.
Novas
instruções estão sendo
aguardadas para a próxima
semana. Em alguns casos é
exigido o pagamento em espécie.
Agentes de viagem aconselham que,
se possível as viagens devem ser
adiadas. Consultores finaceiros
aconselham o adiamento da viagem
até que o mercado se estabilize.
Além das
mudanças nas companhias aéreas,
é aconselhável evitar compras
em dólar no cartão de crédito,
por causa da incerteza quando à
política cambial. Futuras
mudanças no câmbio podem pegar
o consumidor de surpresa.
POUPANÇA -
Rogério Simões, da Ernest
Young, aconselha aguardar um
pouco mais. Para ele, é
preferível investir na
poupança, que está tendo um
rendimento maior por causa da
variação da Taxa Referencial
(TR). "Tinha uma viagem para
a Europa programada para o
próximo mês e resolvi
adiar", conta.
Para Simões, a
medida pegou todos de surpresa.
"Ninguém espera uma medida
deste porte antes das eleições.
Agora não sabemos mais o que
esperar", disse. O consultor
acrescenta que se já era
esperada uma redução da
atividade econômica, a
expectativa agora ficou um pouco
mais pessimista.
Rogério indaga
se as medidas eram realmente
necessárias, diante dos efeitos
colaterais. "Vale a pena
tomar medidas duras como estas,
se o Governo Federal ainda tiver
condições de suportar as
pressões. Temos reservas
cambiais suficientes, além de
que esta situação não deve
perdurar".