-- - - -- - - - - - - -- - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 12 de setembro de 1998

EFEITOS DA CRISE XIV
Passagem aérea terá desconto menor

Os agências de viagens esperam mudanças para a próxima semana, seguindo a tendência observada ontem. Empresas aéreas anunciaram ontem redução de 5% nos descontos e redução no prazo de parcelamento. A Transbrasil, diminui seus descontos de 60% para 55%. Já a Varig, que parcelava o valor de suas passagens no cartão de crédito em até dez vezes sem juros, baixou este prazo para cinco parcelas.

A Eurotur, está liberando contratos individualmente, de acordo com as condições e a avaliação das companhias aéreas. Também é esperado o início da cobrança de juros para o parcelamento das viagens. Algumas já estão operando com taxas médias de 3% a 4% ao mês. No câmbio, as mudanças ainda não foram sentidas. A variação, com base no dólar comercial, foi de R$ 1,17 a R$ 1,23.

Novas instruções estão sendo aguardadas para a próxima semana. Em alguns casos é exigido o pagamento em espécie. Agentes de viagem aconselham que, se possível as viagens devem ser adiadas. Consultores finaceiros aconselham o adiamento da viagem até que o mercado se estabilize.

Além das mudanças nas companhias aéreas, é aconselhável evitar compras em dólar no cartão de crédito, por causa da incerteza quando à política cambial. Futuras mudanças no câmbio podem pegar o consumidor de surpresa.

POUPANÇA - Rogério Simões, da Ernest Young, aconselha aguardar um pouco mais. Para ele, é preferível investir na poupança, que está tendo um rendimento maior por causa da variação da Taxa Referencial (TR). "Tinha uma viagem para a Europa programada para o próximo mês e resolvi adiar", conta.

Para Simões, a medida pegou todos de surpresa. "Ninguém espera uma medida deste porte antes das eleições. Agora não sabemos mais o que esperar", disse. O consultor acrescenta que se já era esperada uma redução da atividade econômica, a expectativa agora ficou um pouco mais pessimista.

Rogério indaga se as medidas eram realmente necessárias, diante dos efeitos colaterais. "Vale a pena tomar medidas duras como estas, se o Governo Federal ainda tiver condições de suportar as pressões. Temos reservas cambiais suficientes, além de que esta situação não deve perdurar".


     

Índice | Editorial | Política | Brasil | Internacional | Cidades | Ciência/Meio Ambiente | Esportes | Economia |
Caderno C | Informática | Turismo | Charge | Colunas | Regional | Veículos | Família | Especiais

Últimas Notícias | JC Debate | Roteiro | Weekend | Bate-papo | Tábua de Marés
Fale com o JC | Links | Classificados | Rádio Jornal| Edições Anteriores | Assinantes