-- - - -- - - - - - - -- - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 12 de setembro de 1998

EFEITOS DA CRISE XVI
Economistas prevêem alta nas taxas de desemprego do País

O desemprego, que está em patamares recordes, vai subir nos próximos meses puxado pela alta do juros, segundo Antonio Prado, economista do departamento de pesquisa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Quando os juros sobem, a economia cresce menos, a indústria produz menos e o comércio vende menos, portanto há menos emprego, diz o professor de economia da Unicamp Waldir Quadros.

Os dois especialistas afirmam existir uma relação direta entre o nível das taxas de juro e o nível de desemprego. "Quando se eleva a taxa de juros o desemprego sobe conseqüentemente", afirma Prado. O economista do Dieese cita três momentos da história brasileira, quando ocorreu um choque de juros e em seguida o desemprego disparou.

Shyrlene Ramos de Souza, economista do IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) concorda com a relação feita pelos dois economistas. Não se arrisca, contudo, a fazer nenhuma previsão. Segundo os dados de julho do IBGE, a taxa de desemprego nas seis principais capitais brasileiras está em 8,02%.


     

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