CONGRESSO
Crítica
à Lei Pelé foi tema de
discussão As críticas à Lei
Pelé foram a principal
discussão de ontem no Congresso
dos Tribunais de Justiça
Esportiva. Os congressistas
pretendem renovar as conclusões
da Carta do Recife, escrita em
1988 durante o Simpósio Nacional
de Direito Esportivo, e
acrescentar pontos que reforçam
à necessidade da criação de um
Código de Justiça Desportiva.
De acordo com o
presidente do Tribunal de
Justiça Desportiva, Gil
Teobaldo, a Lei Pelé é a
"apologia à
indisciplina" e precisa
urgente de reformulação no que
diz respeito às questões do
tribunal e do processo. Os
principais pontos de debate da
Lei são a criação de um
código de justiça que substitua
o atual Código Brasileiro
Disciplinar do Futebol e a
abolição da totalidade
obrigatória dos membros na
composição dos tribunais.
Com a
obrigação de ter todos os
membros presentes nos tribunais
na hora da votação, muitos
processos deixarão ser votados
em função da ausência de algum
membro. Para Gil Teobaldo, se a
Lei exige a presença de todos,
tem que exigir, também, a
criação do cargo de suplentes.
A medida que
suspende qualquer punição dada
ao jogador por mais de três
partidas, denominada de efeito
suspensivo, também está sendo
debatida pelo Congresso. Na
maioria dos casos, o jogador não
precisaria ser defendido mas, se
submete à defesa para que o
tribunal estabeleça a punição
de quatro partidas. Dessa forma,
ele entra com o recurso, a
punição é suspensa e quando
ele voltar a ser julgado o
campeonato pode estar terminado.
O documento que
resultará das discussões, será
encaminhado à imprensa e
marcará o posicionamento dos
tribunais de justiça esportiva.
A idéia é que ele seja levado
ao congresso para avaliação e
votação. O debate de hoje,
marcado para às 15h foi
cancelado em função do jogo
Sport e Corinthians.