NÁUTICO
Nem
Charles Muniz escapa da
"vassourada"A vassourada no Náutico
não poupou nem o preparador
físico Charles Muniz. Ele foi
demitido ontem juntamente com
oito jogadores. Neste final de
semana, a direção alvirrubra
anuncia mais três
contratações, além do volante
Douglas, do Sport, que chega hoje
aos Aflitos.
Os atletas
dispensados ontem foram: Grizzo,
Anderson, Davi, Fábio, Marcus
Alemão, Roniê, Adeíldo e
Robinho. Todos já acertaram suas
rescisões de contrato, com
exceção do lateral-esquerdo
Fábio, o único que não tinha
passe livre ou não possuía
vínculo com o empresário João
Feijó.
Fora Grizzo,
todos haviam sido indicações do
ex-técnico Orlando Bianchinni.
Permanecem no clube apenas quatro
jogadores trazidos pelo
ex-treinador: Fabinho, Orlando,
Davi e Martins.
Os jogadores
acharam normal a medida adotada
pelos dirigentes, com aprovação
do técnico Artur Neto. Alguns
lamentaram, disseram que foram
pegos de surpresa, mas não
criticaram os dirigentes. O que
parecia mais chateado era o
fisicultor Charles Muniz, que
estava nos Aflitos há três
anos. "Fico chateado como a
coisa aconteceu", disse,
referindo-se ao fato de ser
apontado como co-responsável
pelo fracasso do time no
Campeonato Brasileiro da Segunda
Divisão.
Para o lugar de
Charles, o Náutico contratou
Paulo César Santos, que
trabalhou no Corinthians/SP e
estava no ABC. O fisicultor é
indicação de Artur Neto e chaga
hoje ao Recife.
Ontem, os
jogadores remanescentes
realizaram trabalho físico. O
silêncio imperou antes e após
as atividades. Ninguém quis
comentar a vassourada promovida
pelos dirigentes. O atacante
Fabinho, o mais experiente do
grupo, disse apenas que se
tratava de medida normal e que os
ficaram tinham que continuar
trabalhando para ser recompensado
depois.
Os dirigentes
ainda pretendem contratar um
lateral-esquerdo, um
meio-campista e um atacante. O
lateral Silvinho (ex-Sport) e o
meia rubro-negro Juninho foram
descartados. "Silvinho
queria dar a resposta daqui a dez
dias e Juninho preferiu disputar
a Copa Pernambuco", informou
o diretor de futebol Launio
Barbosa. Paulo César, que
disputou a Série B de 97 pelo
Náutico também não deu
resposta.
MATEMÁTICA -
Na penúltima colocação e com
um jogo a mais que os
concorrentes diretos, o Náutico
esquece a matemática e tenta o
que parece impossível para a
maioria da torcida: alcançar a
reabilitação com duas vitórias
e, no mínimo, um empate nos
três jogos restantes para se
classificar. "Nossa
matemática é vencer os jogos.
Vencendo, a situação fica
favorável", destacou Artur
Neto, que diz acreditar numa
volta por cima do time. Os
dirigentes também sonham com a
classificação, mas há quem
diga que escapar do rebaixamento
já é uma boa.