- - - -- - - -- - - -- - - -- - - -- - - -Jornal do Commercio - Recife, 09 de setembro de 1998

ANO 2.000 II
Bug do ano 2000 não preocupa a Chesf

por HERCÍLIA GALINDO
hercilia@jc.com.br

As empresas brasileiras, segundo uma pesquisa mundial conduzida pelo Gartner Group, estão mais de 12 meses atrasadas no esforço para a atualização de seus sistemas contra o "bug do milênio" em relação às corporações nos Estados Unidos. O dado é preocupante mas muitas estão despertando para a gravidade do problema e não medem esforços para superá-lo. A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) é uma das empenhadas em entrar no século XXI sem vestígios do fantasma digital.

Afinal, a companhia, que faz parte do grupo Eletrobrás, é responsável pela produção, transporte e comercialização de energia elétrica para oito estados nordestinos (Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe). Se algo desse errado, quando o relógio batesse a meia noite no dia 31 de dezembro de 1999, mais de 38 milhões de pessoas poderiam ser vítimas de um blecaute. Os prejuízos seriam incalculáveis.

Para evitar a interferência do bug, a Chesf vem desenvolvendo e implementando uma série de ferramentas para identificar e atualizar os programas e linhas de código que seriam afetados com a chegada do ano 2000, tanto na parte administrativa da empresa quanto na produção e transmissão de energia. A Hidrelétrica de Xingó, administrada pela Chesf, foi a primeira no País a concluir a preparação para o ano 2000.

Concluída no ano passado, essa estação de energia, toda digitalizada e em rede, com computadores da Sun Microsystems, teve suas linhas de código atualizadas pela empresa Siemens. "A aparelhagem ainda se encontrava na garantia, por isso, não tivemos custo adicional algum", explica Benedito Parente, da Superintendência de Tecnologia da Informação da Chesf.

Ele garante ainda que as demais hidrelétricas, por possuírem equipamento mais antigo - que não explora muito os sistemas digitais, onde as datas são pouco utilizadas - não sofrerão com a intromissão do bug. Pelo menos não muito. A Chesf, junto com o Governo Federal, representado pelo Ministério das Minas e Energia através da Eletrobrás, está fazendo um levantamento de todos os programas e linhas de código que precisam ser modificados em mais 16 usinas e 74 subestações de energia.

Ainda esta semana, a companhia estará avaliando o relatório para tomar as providências necessárias. Antonio Carlos de Souza, superintendente de Tecnologia da Informação da Chesf, espera que os custos de todo o processo não ultrapassem a faixa dos R$ 600 mil. "Podemos garantir aos consumidores que a possibilidade de blecaute está totalmente extinta na região. Até julho do próximo ano todos os trabalhos preventivos estarão concluídos", esclarece.


 

 

Índice | Editorial | Política | Brasil | Internacional | Cidades | Ciência/Meio Ambiente | Esportes | Economia |
Caderno C | Informática | Turismo | Charge | Colunas | Regional | Veículos | Família | Especiais

Últimas Notícias | JC Debate | Roteiro | Weekend | Bate-papo | Tábua de Marés
Fale com o JC | Links | Classificados | Rádio Jornal| Edições Anteriores | Assinantes