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SEU
DINHEIRO
Regina
Pitóscia
Bolsa
de São Paulo sobe 13,40%
A vistosa
valorização das Bolsas de
Valores deu um toque de aparente
afrouxamento da tensão que vinha
permeando os negócios no mercado
financeiro desde o início da
fuga de capitais do País. A
Bolsa de São Paulo fechou com
valorização de 13,40%, a maior
desde a alta de 25,62%, de 10 de
março de 1995, estimulada
principalmente pelos rumores de
que o País poderia receber ajuda
financeira do exterior. O socorro
viria do Tesouro norte-americano
e de outros países integrantes
do grupo dos países mais
desenvolvidos (G-7).
O comportamento
do fluxo de dólares, contudo,
não correspondeu às
expectativas para um dia em que
esteve em vigor o novo nível de
juros na economia. Na noite de
quinta-feira, o Banco Central
elevou o piso de juros indicado
pela Taxa de Assistência aos
Bancos (TBAN) de 29,75% para
49,75%, deixando claro que, em
caso de continuidade de evasão
de dólares, o governo poderia
mover o piso até esse nível. A
elevação é possível, mas, por
enquanto, o BC indicou que o piso
é menor. Logo pela manhã, o BC
transmitiu ao mercado que estaria
repassando ou tomando recursos do
sistema pela taxa de 39,75%.
O saldo cambial
negativo do dia na soma das
movimentações dos câmbios
comercial e flutuante, pelas
contas do mercado, chegou a US$
1,300 bilhão, que não é pouco,
embora inferior ao de
aproximadamente US$ 2 bilhões do
dia anterior.
O mercado de
ações reagiu positivamente às
especulações de concessão de
empréstimo-ponte pelos países
do G-7, que, coincidentemente
têm reunião neste fim de semana
e na segunda-feira. Reforçaram a
expectativa de ajuda as
declarações do diretor-gerente
do Fundo Monetário Internacional
(FMI), Michel Candessus, de que o
fundo está pronto para ajudar
países da América Latina.
Os comentários
estimularam compras de
investidores que não resistiram
aos baixos preços das ações,
até para não ser surpreendidos
com fatos novos positivos no fim
de semana. A preocupação, no
entanto, é que a fragilidade
política do presidente
norte-americano, Bill Clinton,
com a revelação do relatório
sobre o affair Monica Lewinsky,
atrapalhe a articulação de um
programa de socorro financeiro ao
Brasil.
Analistas
explicam que a forte alta das
Bolsas domésticas é resultado
da combinação de preços
aviltados com expectativa de
ajuda financeira internacional ao
País. Daí por que ela pode ter
sido circunstancial, sem indicar
uma reversão de tendência ou
início de uma onda de
valorização.
A Bolsa de Nova
York fechou com alta de 2,36% ou
avanço de 179,96 pontos.
Ouro
Fechamento: R$ 11,35
Variação: alta de 0,18%
O ouro
movimentado na BM&F fechou
com valorização de 0,18%,
cotado por por R$ 11,35 o grama.
O volume negociado foi de 559 kg.
No mercado de Nova York, na
Comex, a onça-troy de ouro
(31,104 gramas) foi cotada por
US$ 294,40 nos contratos para
vencimento em outubro.
Dólar
Fechamento: R$ 1,320
Variação: alta de 1,54%
A cotação do
dólar no mercado paralelo
continua registrando altas
sucessivas e acentuadas. Ontem,
ao ser negociado por R$ 1,280, na
compra, e por R$ 1,320, o black
computou valorização de 1,54%.
A cotação do comercial abriu em
baixa, mas se recuperou e fechou
com alta de 0,01%. Nesse mercado,
o dólar estava sendo comprado
por R$ 1,178 e vendido por R$
1,179. O ágio foi ampliado de
10,23%, na quinta-feira, para
11,95%.
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