- - - -- - - - - - - -- - - - -- - - ---Jornal do Commercio - Recife, 17 de dezembro de 1998

TRANSPORTE
Kombeiros protestam contra apreensão

Durante todo o dia de ontem, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Comando da Policial da Região Metropolitana do Recife (CPRM) estiveram fiscalizando a circulação de veículos que fazem o transporte alternativo no estado. Em Pontezinha, no Cabo de Santo Agostinho, dezenas de motoristas que tiveram os seus veículos apreendidos protestaram contra a medida judicial que exige a fiscalização e a retirada desse tipo de transporte das ruas nas cidades onde não for legalizado.

"Até os veículos de placa branca estão sendo recolhidos", protestou o motorista Marcos Antônio do Nascimento, que teve a sua Kombi retida no posto da PRF de Pontezinha. Outro kombeiro inconformado era o alagoano Antônio Romão, que trazia um grupo de turistas ao Recife. "Mesmo legalizado, o meu veículo ficou preso", reclamou. De acordo com o assessor de comunicação da PRF, Éder Rommel, a operação de fiscalização deve continuar durante os próximos dias. "Só estamos apreendendo os veículos que estiverem com pendências", garantiu. No Cabo, duas viaturas da PRF circularam durante toda a manhã de ontem pela BR-101, em busca de transportes irregulares.

Segundo o presidente do Sindicato dos Condutores Autônomos em Transporte Alternativo (Sindkombi), Amauri Soares, a categoria entrou com um pedido de suspensão da liminar junto ao Tribunal Regional Federal (TRF). "Agora a questão é apenas judicial. A nossa orientação é para que todos os motoristas deixem de rodar enquanto não resolvermos a questão", argumentou. Os kombeiros prometem diversas mobilizações durante o dia de hoje. "Cerca de cem mil motoristas estarão protestando em todo o estado, mas de forma pacífica".

A medida judicial, expedida pelo juiz da 10ª Vara de Justiça Federal, Edvaldo Batista da Silva Júnior, está baseada no novo Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A liminar exige a fiscalização ostensiva do transporte alternativo em todo o estado, coibindo-o nos municípios onde não é regularizado. Caso a determinação não seja cumprida, o Estado, a União e a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) devem pagar multas diárias de R$ 10 mil.

A liminar resultou de uma ação impetrada pelo Sindicato das Empresas de Transporte Público de Passageiros (Setrans), que alega o prejuízo do transporte público por conta das Kombis de aluguel. "Essa medida só favorece aos donos das empresas de ônibus e prejudica a sociedade e pais de família que precisam trabalhar", afirma Amauri Soares.


     

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