WORKSHOP
Biotecnologia
controla doença de animaisA biotecnologia,
aplicação de organismos vivos,
sistemas ou processos biológicos
para geração de produtos e
serviços, é uma alternativa de
grande potencial para resolver
problemas da pecuária
brasileira, principalmente o
controle de doenças em animais.
A opinião é do especialista em
doenças virais em animais do
Departamento de Medicina
Veterinária da UFRPE, Roberto
Soares, que estará participando
hoje, às 16h, do 1º Workshop de
Biotecnologia Aplicada à
Agropecuária, no 8º Congresso
de Iniciação Científica da
UFRPE.
Para ele, o
método - que já resultou num
dos grandes acontecimentos do
século, a clonagem da ovelha
Dolly - não está tão distante
da realidade brasileira. "A
aplicação desses conhecimentos
na produção de vacinas e kits
de diagnósticos médicos é um
recurso muito mais barato e
eficiente", diz Soares.
Ele acredita
que o país só tem a ganhar ao
investir em métodos
biotecnológicos como
inseminação artificial,
transferência de embriões e
fertilização in vitro.
"Só assim podemos criar
animais livres de doenças, com
elevada produtividade, além de
melhorar a qualidade dos
alimentos consumidos pelo
homem", afirma Roberto
Soares.
Nos EUA e
Europa, 100% dos animais
utilizados para reprodução são
frutos de experiências
genéticas ou biotecnológicas.
De acordo com Soares, para isto
acontecer no Brasil, é
necessário, primeiramente,
elaborar projetos de
biotecnologia condizentes com o
clima e meio ambiente
brasileiros. "Não adianta
cairmos no modismo de reproduzir
o que foi criado lá fora, temos
adequar estes conhecimentos à
nossa realidade", alerta o
professor da universidade rural.
O 8º Congresso
de Iniciação Científica da
UFRPE vai até amanhã. Hoje, a
programação do evento conta com
exposição de trabalhos, das 8h
às 10h e a partir das 14h, e
minicursos, das 10h às 12h. Às
18h20, haverá o 1º Seminário
do Departamento de Biologia, que
abordará temas como a
importância ecológica dos
manguezais, microbiologia e
botânica.