INCENTIVOS
Novo
Prodepe beneficia destilarias e
usinaspor ADRIANA SANTANA
Depois de três
anos de sua implementação, o
Governo Estadual promove
mudanças no modelo do Programa
de Desenvolvimento de Pernambuco
(Prodepe) - projeto que beneficia
empresas que queiram se instalar
ou ampliar seus empreendimentos
no Estado, através de incentivos
fiscais. No último dia 11, foram
aprovadas, pela Assembléia
Legislativa, alterações que
visam, principalmente, à
promoção de estímulos
financeiros às fábricas que
utilizam a cana-de-açúcar na
produção de bebidas
alcoólicas. Com essa tacada, o
Governo Arraes se encerra
beneficiando destilarias e
usinas, setor que puxou, em
outubro, a queda de 32,7% na
produção industrial
pernambucana, se comparado com o
mesmo período do ano passado.
Para o
presidente do Sindicato das
Indústrias do Açúcar e do
Álcool, José Ranulpho Queiroz,
a decisão de estender os
benefícios do Prodepe para o
setor deveria ter sido tomada
muito antes. "Os efeitos do
El Niño foram responsáveis
pelas quedas vertiginosas na
safra da cana. As indústrias
precisam de incentivos para sair
dessa crise", argumenta.
Para a
concessão do programa, as
empresas devem comprovar que pelo
menos 50% de sua matéria-prima
provêm da cana-de-açúcar. As
dívidas de usineiros para com o
Governo são da ordem de R$ 600
milhões. Em fevereiro, o Estado
decidiu trocar os débitos do
setor, junto ao Bandepe, por
áreas de terra.
De acordo com o
presidente da Agência de
Desenvolvimento de Pernambuco
(AD/Diper), Sérgio Ferreira, as
alterações no Prodepe são
melhorias que precisavam ser
feitas para adequar o projeto às
necessidades de todos os
empreendimentos.
PÓLOS
INDUSTRIAIS - "Outra
alteração aprovada pelos
deputados estaduais prevê que os
incentivos fiscais serão os
mesmos tanto para as empresas
situadas nos chamados
"pólos industriais",
que já foram beneficiadas pelo
Prodepe, quanto para outras que
estejam no mesmo município, mas
fora do pólo.
No texto do
projeto de lei enviado à
Assembléia, o governador Miguel
Arraes declarou que "com a
criação dos pólos industriais,
empreendimentos novos têm sido
beneficiados em condições mais
vantajosas que outros localizados
na mesma cidade, produzindo o
mesmo produto".
Ainda de acordo
com Arraes, essa situação tende
a causar um desequilíbrio nas
relações de competitividade.
Aos empresários de indústrias
localizadas nos pólos, que não
vêem mais vantagem nisso, o
presidente da AD/Diper diz que
"o pólo existe para dar
competitividade às empresas, e
não tratá-las de forma
diferenciada".