 |
PEOPLE
NET
Sandra
Carvalho
Cybercriminosos
viram heróis
A polícia de
Los Angeles acaba de prender mais
um hacker super procurado: Justin
Petersen. Ele foi encontrado na
última sexta no seu apartamento
com a "mão na massa",
ou seja, usando um laptop para
fins criminosos, no conforto de
sua cama. Petersen é acusado de
hackear uma instituição
financeira e roubar,
eletronicamente, cerca de US$ 150
mil. Ele deve pegar de 5 a 11
meses de prisão.
Petersen chegou
a ser informante do FBI (Birô de
Investigações norte-americano)
na caça ao hacker Kevin
Mitinick, em 1990. Por pura
ironia do destino, ele foi preso
no Centro de Detenção
Metropolitano, mesmo lugar onde
Mitinick ficou anos atrás.
Mas não pense
que o hacker acha sua detenção
coisa lá das piores. Muito pelo
contrário. No seu website ( http://www.3xt.net/justin ), Petersen exibe
fotografias, entrevistas e sua
defesa online. Ele ainda tem
copyright sobre o material
disponível na webpage e muito
mais.
Seguindo os
rastros de seu hacker rival -
Mitinick -, Peterson já se
tornou uma figura pública e não
deve demorar para que produtores
de Hollywood se engalfiem por uma
boa estória com o tal
"herói digital".
O culto a
cybercriminosos prova uma
inversão de valores, pelo menos,
entre o público internauta
norte-americano. Por suas mentes
brilhantes, eles mais parecem
super-heróis do que vilões e
quanto mais são procurados e
detidos pela polícia, maior a
popularidade. Para garantir a
admiração da comunidade
digital, a polícia talvez
precise criar
"cybercops", com
profundo conhecimento em Internet
e, principalmente, carisma.
Tarefa fácil?
Privacidade
Um grupo de
ativistas britânicos declarou à
imprensa londrina, na última
sexta-feira, que os membros do
Parlamento são, em sua maioria,
"ignorantes" em
assuntos do tipo: criptografia,
privacidade online e comércio
eletrônico. Cerca de 20
ativistas resolveram descruzar os
braços e criar um website ( http://www.stand.org.uk ) para monitorar o que
está sendo feito no Parlamento
inglês pela ou contra a
Internet. O site fomenta a
discussão e estimula ainda ao
internauta britânico escolher um
parlamentar e enviar para o
e-mail do mesmo
"lições" sobre a
Internet, ajudando-o a entender o
processo num cursinho intensivo e
digital. Uma proposta de lei já
em votação, por exemplo, sugere
que o internauta tenha o e-mail
monitorado pelo governo para fins
de provas criminais. O grupo
reclama e acha que esse é um
passo para a perda de privacidade
online.
Greve
Primeiro foram
os espanhois. Depois alemães e
italianos. Agora os franceses
repetem o ato: greve contra as
altas tarifas telefônicas, que
tornam o acesso à Internet
impraticável. O boicote foi
feito no último domingo, com
quase 800 mil pessoas desplugando
o modem. A France Telecom não
pareceu se importar muito com o
protesto, mas a comunidade
francesa internauta promete mais
movimento. Cerca de 3 milhões de
pessoas estão conectadas à Web.
Elas pagam, por 40 horas ao mês,
quase US$ 130,00. O movimento
pretende baixar a tarifa para US$
36,00. Mas a companhia avisa:
não cederá. Os internautas
prometem não desistir. Eles
criaram a Adim (Associação dos
Usuários Internautas
Descontentes), que deve se juntar
a movimentos similares em outros
países da Europa.
Campanha
A Digital
Freedom Network, entidade
norte-americana sem fins
lucrativos e que luta pela
liberdade de expressão no
universo digital, está
convocando a comunidade
internauta a participar de um
massivo protesto online pela
libertação de dois cientistas
chineses. Lin Hai (cuja história
foi contada nesta coluna na
semana passada) e o físico Wang
Yoocan foram presos por
distribuir para 250 mil
dissidentes chineses ao redor do
mundo, via e-mail, mensagens pela
democracia. "Ninguém pode
ser punido por enviar
e-mails", reclamam os
membros da DFN. O protesto via
e-mail coincide com a data de
assinatura da Declaração
Universal dos Direitos Humanos na
Assembléia Geral da ONU, há 50
anos. Para participar, visite o
site: http://www.dfn.org/
Pesquisa
Os italianos
estão cada vez mais comprando
produtos via Web, revelou estudo
feito pela companhia Osservatorio
Internet Italia. A pesquisa
mostra que quase 130 mil
italianos têm comprado bens e
serviços pela Internet. O
software tem a preferência: 25%
dos consumidores, contra 21% para
livros e CDs, 12% para presentes
em geral e 10% para hardware. Os
produtos de viagens e serviços
financeiros estão em últimos
lugares, mas também em
expansão. Cerca de 2 milhões e
600 mil italianos usam a rede. No
ano passado, o número era de 1
milhão e meio. O perfil dos
internautas é similar ao de
outros países: a maior parte dos
consumidores virtuais está na
faixa de 24-35 anos. Menos de 30%
são mulheres.
E-mail
sandramega@hotmail.com
|
|

|