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SEU
DINHEIRO
Regina
Pitóscia
Bolsa
recua 4,56%
Após
atravessar mais um pregão de
forte instabilidade, em que
transitou entre uma alta de 1,27%
e uma queda de 7,27%, a Bolsa de
São Paulo chegou ao fim dos
negócios com uma
desvalorização de 4,56%. O
amplo intervalo de oscilação
sugere que a Bolsa permanece sem
tendência, com o pregão
movimentado predominantemente
pelo giro rápido de papéis.
São negócios em que o
investidor aproveita as bruscas
oscilações do mercado para
comprar ou vender ações e obter
como lucro dado pela diferença
de cotações do papel.
O recesso do
Congresso desde ontem deixa o
mercado sem novidades políticas
em que poderia apegar-se para dar
maior motivação ao pregão e
tentar descontar a perda que
chega a 23,32% em dezembro. A
expansão de 32,8% no volume
negociado, de R$ 410,224 milhões
da véspera para R$ 544,921
milhões, aponta maior pressão
de venda no pregão de ontem.
Sem fatos
novos, o mercado permaneceu
especulando sobre a decisão que
o Comitê de Política Monetária
(Copom), do Banco Central,
tomaria em relação à
condução da política
monetária e ao piso e teto de
juros da economia. Embora se
temesse uma atitude mais
conservadora do BC, a maioria dos
palpites concentrou-se numa Taxa
Básica do Banco Central (TBC), o
piso dos juros, entre 27 e 29%. A
TBC está parada em 19%. No
momento, o piso tem sido dado
pela taxa do overnight, de 32%
ontem.
TENDÊNCIAS -
Na BM&F, as expectativas dos
investidores foram reavaliadas,
ontem. Contratos de juro projetam
nova queda para a taxa efetiva de
2,40% para 2,39%, este mês;
estabilidade em 2,08%, em
janeiro; recuo de 1,80% para
1,79%, em fevereiro; e de 2,38%
para 2,31%, em março; alta de
2,01% para 2,07%, em abril; e
queda de 2,27% para 2,23%, em
maio.
Para o câmbio,
os contratos futuros indicam, em
relação ao preço de venda do
dólar comercial no mercado à
vista, de R$ 1,2052, alta de
0,50%, para R$ 1,2112, até
31/12; de 1,95%, para R$ 1,2287,
até 29/1; de 3,24%, para R$
1,2442, até 26/2; e de 4,55%,
para R$ 1,2600, até fim de
março. Para a Bolsa Paulista, os
contratos de IBovespa que
venceram ontem fecharam com
desvalorização de 1,24% e 6.536
pontos. Os contratos de IBovespa
que vencem em fevereiro sugerem
alta de 5,12%, para 6.957 pontos.
RENDA FIXA -
O temor de que o BC se pautasse
pelo conservadorismo ao definir o
novo piso de juros na reunião de
ontem do Copom não inibiu novo e
ligeiro corte nas taxas dos CDBs.
Ouro
Fechamento: R$ 11,58
Variação: alta de 0,52%
O ouro
movimentado na Bolsa de
Mercadorias & Futuros
(BM&F) fechou o pregão
cotado por R$ 11,58, com
valorização de 0,52%. O volume
negociado foi de 100 kg. No
mercado de Nova York, na
Commodity Exchange (Comex), a
onça-troy (31,104 gramas) de
ouro foi cotada por US$ 294,70
nos contratos para liquidação
em dezembro.
Dólar
Fechamento: R$ 1,2600
Variação: estável
Pelo segundo
dia consecutivo, a cotação do
dólar no mercado paralelo
permaneceu estável. Ontem, o
black estava sendo comprado R$
1,2450 e vendido por R$ 1,2600. O
preço do dólar comercial
avançou 0,01%, ao ser negociado
por R$ 1,2044 na compra e por R$
1,2052 na venda.
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