- - - -- - - -- - - -- - - -- - - -- - - -Jornal do Commercio - Recife, 17 de dezembro de 1998


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Regina Pitóscia

Bolsa recua 4,56%

Após atravessar mais um pregão de forte instabilidade, em que transitou entre uma alta de 1,27% e uma queda de 7,27%, a Bolsa de São Paulo chegou ao fim dos negócios com uma desvalorização de 4,56%. O amplo intervalo de oscilação sugere que a Bolsa permanece sem tendência, com o pregão movimentado predominantemente pelo giro rápido de papéis. São negócios em que o investidor aproveita as bruscas oscilações do mercado para comprar ou vender ações e obter como lucro dado pela diferença de cotações do papel.

O recesso do Congresso desde ontem deixa o mercado sem novidades políticas em que poderia apegar-se para dar maior motivação ao pregão e tentar descontar a perda que chega a 23,32% em dezembro. A expansão de 32,8% no volume negociado, de R$ 410,224 milhões da véspera para R$ 544,921 milhões, aponta maior pressão de venda no pregão de ontem.

Sem fatos novos, o mercado permaneceu especulando sobre a decisão que o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, tomaria em relação à condução da política monetária e ao piso e teto de juros da economia. Embora se temesse uma atitude mais conservadora do BC, a maioria dos palpites concentrou-se numa Taxa Básica do Banco Central (TBC), o piso dos juros, entre 27 e 29%. A TBC está parada em 19%. No momento, o piso tem sido dado pela taxa do overnight, de 32% ontem.

TENDÊNCIAS - Na BM&F, as expectativas dos investidores foram reavaliadas, ontem. Contratos de juro projetam nova queda para a taxa efetiva de 2,40% para 2,39%, este mês; estabilidade em 2,08%, em janeiro; recuo de 1,80% para 1,79%, em fevereiro; e de 2,38% para 2,31%, em março; alta de 2,01% para 2,07%, em abril; e queda de 2,27% para 2,23%, em maio.

Para o câmbio, os contratos futuros indicam, em relação ao preço de venda do dólar comercial no mercado à vista, de R$ 1,2052, alta de 0,50%, para R$ 1,2112, até 31/12; de 1,95%, para R$ 1,2287, até 29/1; de 3,24%, para R$ 1,2442, até 26/2; e de 4,55%, para R$ 1,2600, até fim de março. Para a Bolsa Paulista, os contratos de IBovespa que venceram ontem fecharam com desvalorização de 1,24% e 6.536 pontos. Os contratos de IBovespa que vencem em fevereiro sugerem alta de 5,12%, para 6.957 pontos.

RENDA FIXA - O temor de que o BC se pautasse pelo conservadorismo ao definir o novo piso de juros na reunião de ontem do Copom não inibiu novo e ligeiro corte nas taxas dos CDBs.

Ouro
Fechamento: R$ 11,58
Variação: alta de 0,52%

O ouro movimentado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) fechou o pregão cotado por R$ 11,58, com valorização de 0,52%. O volume negociado foi de 100 kg. No mercado de Nova York, na Commodity Exchange (Comex), a onça-troy (31,104 gramas) de ouro foi cotada por US$ 294,70 nos contratos para liquidação em dezembro.

Dólar
Fechamento: R$ 1,2600
Variação: estável

Pelo segundo dia consecutivo, a cotação do dólar no mercado paralelo permaneceu estável. Ontem, o black estava sendo comprado R$ 1,2450 e vendido por R$ 1,2600. O preço do dólar comercial avançou 0,01%, ao ser negociado por R$ 1,2044 na compra e por R$ 1,2052 na venda.

 
 

 

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