- - -- - - - - - - -- - - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 17 de dezembro de 1998

CÂMARA MUNICIPAL
Postura mais radical diante da Prefeitura divide oposicionistas

por THIAGO BENEVIDES

Terminado o conturbado processo da eleição da mesa diretora da Câmara Municipal do Recife, a bancada de oposição está dividida com relação ao futuro do relacionamento com os vereadores governistas e o Executivo. A inquietude dos oposicionistas, gerada pelo veto a dois integrantes da bancada na chapa encabeçada por Fred Oliveira (PMDB) para disputar a mesa, se refletiu de maneiras diferentes. Uns oposicionistas assumem uma postura mais light e defendem a continuação de uma atuação concentrada em apresentar propostas e fiscalizar a Prefeitura, sem revanchismo. Outros querem mudar a forma de negociar com o Executivo, partindo para uma oposição mais ferrenha do que a feita nestes primeiros dois anos de gestão.

"A relação de confiança que se estabeleceu entre nós, a bancada governista e o prefeito Roberto Magalhães (PFL) não existe mais. Vamos ser a oposição que eles querem que sejamos", disse Dilson Peixoto (PT), atual líder da oposição e defensor da ala que pretende radicalizar. Para o petista, o prefeito teve uma atuação direta no veto a sua participação como 1º secretário na composição formada por Fred Oliveira (PMDB) para a mesa diretora. "O Executivo vetou a mim e a Sileno Guedes (PSB) e influenciou de maneira decisiva nas negociações que estavam sendo tocadas pelos vereadores", afirmou.

Do lado dos oposicionistas que desejam ver esta discussão encerrada e tentam minimizar a repercussão do intrincado episódio, a vereadora Luciana Azevedo (PSDB) revela que a bancada de oposição ainda não discutiu como vai ser a linha das negociações com os governistas nos próximos dois anos. Sem interesse em polemizar, a tucana classifica o veto como "um equívoco de postura dos governistas" e não pretende que a sua bancada faça o mesmo. "Devemos continuar com a mesma postura de discutir as questões do Recife e propor ações ao Executivo, dentro do nosso princípio básico que é o de fiscalizar as iniciativas do prefeito", defendeu, anunciando uma reunião que vai definir as ações nos próximos dois anos.


     

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