-- - - - - - - -- - - - - - - - - - - -Jornal do Commercio - Recife, 17 de dezembro de 1998

CASO BEATRIZ LUZ
Carta anônima detalha acerto da morte de dentista

Da Sucursal

PETROLINA - A comerciante Jaqueline Quedute Souza Ferraz, 33, presa há uma semana pela Polícia Civil, acusada de ser autora intelectual do assassinato da dentista Beatriz Luz de Alencar Rocha, 33, no início de agosto na Orla Fluvial, revelou ontem ter em seu poder uma carta anônima que aponta ter sido ela a mandante do crime. Segundo a carta, a comerciante teria contratado dois capangas da cidade de Feira de Santana (BA) para matar Beatriz Luz. O acerto teria sido feito por telefone e cada um receberia a quantia de R$ 500,00 pelo "serviço". A carta anônima dizia ainda que a comerciante teria ordenado que os assassinos matassem a vítima a pedradas e, em seguida, rasgassem sua roupa, dando a entender que se tratava de uma tentativa de estupro.

Segundo a própria Jaqueline, a carta teria sido enviada ao delegado do Grupo de Operações Especiais (GOE), Aníbal Moura, logo que ele foi designado para apurar o caso. "Por que no começo de tudo Aníbal Moura não falou sobre isso e nem me prendeu?", questiona a comerciante, informando que a carta foi anexada ao inquérito, quando o delegado do GOE abandonou o caso.

Jaqueline argumentou que a carta foi escrita por alguém que tinha o interesse apenas de lhe prejudicar. O comissário da Delegacia Regional, Ádson do Amaral, disse que a comerciante não foi presa por conta da carta, mas devido às contradições em seus depoimentos mais recentes. "O delegado Aníbal Moura recebeu a carta já no final dos trabalhos, porém, desconsiderou seu conteúdo, principalmente por ser anônima. Por enquanto a carta é mais um elemento para as próximas que estão sendo feitas", informou.

NAMORADO - O policial acrescentou que o comerciante Flávio José dos Santos, 26, ex-namorado de Jaqueline Quedute, com quem ela disse ter estado em um motel na noite do crime, foi intimado duas vezes pela polícia, mas não compareceu para depor. "Vamos ter que ouvi-lo, além de outras pessoas cujos nomes estamos mantendo em sigilo", salientou Amaral. Eduardo Porto retorna hoje a Petrolina para dar continuidade às investigações.


     

Índice | Editorial | Política | Brasil | Internacional | Cidades | Ciência/Meio Ambiente | Esportes | Economia |
Caderno C | Informática | Turismo | Charge | Colunas | Regional | Veículos | Família | Especiais

Últimas Notícias | JC Debate | Roteiro | Weekend | Bate-papo | Tábua de Marés
Fale com o JC | Links | Classificados | Rádio Jornal| Edições Anteriores | Assinantes