CASO BEATRIZ LUZ
Carta
anônima detalha acerto da morte
de dentistaDa Sucursal
PETROLINA -
A comerciante Jaqueline Quedute
Souza Ferraz, 33, presa há uma
semana pela Polícia Civil,
acusada de ser autora intelectual
do assassinato da dentista
Beatriz Luz de Alencar Rocha, 33,
no início de agosto na Orla
Fluvial, revelou ontem ter em seu
poder uma carta anônima que
aponta ter sido ela a mandante do
crime. Segundo a carta, a
comerciante teria contratado dois
capangas da cidade de Feira de
Santana (BA) para matar Beatriz
Luz. O acerto teria sido feito
por telefone e cada um receberia
a quantia de R$ 500,00 pelo
"serviço". A carta
anônima dizia ainda que a
comerciante teria ordenado que os
assassinos matassem a vítima a
pedradas e, em seguida, rasgassem
sua roupa, dando a entender que
se tratava de uma tentativa de
estupro.
Segundo a
própria Jaqueline, a carta teria
sido enviada ao delegado do Grupo
de Operações Especiais (GOE),
Aníbal Moura, logo que ele foi
designado para apurar o caso.
"Por que no começo de tudo
Aníbal Moura não falou sobre
isso e nem me prendeu?",
questiona a comerciante,
informando que a carta foi
anexada ao inquérito, quando o
delegado do GOE abandonou o caso.
Jaqueline
argumentou que a carta foi
escrita por alguém que tinha o
interesse apenas de lhe
prejudicar. O comissário da
Delegacia Regional, Ádson do
Amaral, disse que a comerciante
não foi presa por conta da
carta, mas devido às
contradições em seus
depoimentos mais recentes.
"O delegado Aníbal Moura
recebeu a carta já no final dos
trabalhos, porém, desconsiderou
seu conteúdo, principalmente por
ser anônima. Por enquanto a
carta é mais um elemento para as
próximas que estão sendo
feitas", informou.
NAMORADO -
O policial acrescentou que o
comerciante Flávio José dos
Santos, 26, ex-namorado de
Jaqueline Quedute, com quem ela
disse ter estado em um motel na
noite do crime, foi intimado duas
vezes pela polícia, mas não
compareceu para depor.
"Vamos ter que ouvi-lo,
além de outras pessoas cujos
nomes estamos mantendo em
sigilo", salientou Amaral.
Eduardo Porto retorna hoje a
Petrolina para dar continuidade
às investigações.