BONITO III
Projeto
Barra Azul continua paralisadoPelo menos 63 famílias,
totalizando mais de 200 pessoas,
podem ser beneficiadas pelo
Projeto Agroecoturístico de
Barra Azul, que visa atrair
visitantes para o local onde há
a cachoeira. Outro objetivo é o
de aumentar a renda dessas
pessoas que invadiram há seis
anos o engenho considerado
improdutivo e que posteriormente
foi desapropriado em favor da
própria associação de
moradores, sendo possível assim
o assentamento das famílias.
O plano faz
parte de um convênio firmado no
ano passado entre o Instituto
Nacional de Colonização e
Reforma Agrária (Incra), a
Fundação de Desenvolvimento de
Municípios do Interior de
Pernambuco (Fiam) e a Prefeitura
Municipal de Bonito. Está
prevista a necessidade de uma
verba total de R$ 46 mil para
desenvolver o projeto.
Segundo a
secretária de Turismo da cidade,
Ednamar Ramos, o projeto está
interrompido temporariamente por
falta de verbas da Fiam (Governo
do Estado). Se bem que uma boa
parte já foi realizada, como a
recuperação da antiga Casa
Grande para ser uma pousada com
capacidade para 50 pessoas, e da
igreja que há no local. Outros
planos foram iniciados como o
treinamento de guia turístico e
de hotelaria para os assentados.
Falta ainda, por exemplo, a
instalação de equipamentos de
segurança e abertura de trilhas
na área da cachoeira.
A expectativa
da chefe da Divisão de
Desenvolvimento de Projetos da
Empresa Pernambucana de Turismo
(Empetur), Ceci Amorim, é a de
que o trabalho restante e a
colocação em prática do
projeto de Barra Azul sejam
realizados o mais rápido
possível, entre o final desse
ano e o começo de 1999.
Na mesma
esperança está o agricultor
Vicente Noé, um dos moradores da
fazenda que pretende complementar
a renda familiar com o fluxo
turístico. "Tenho 10
filhos. Acho que esse projeto vai
melhorar realmente a vida da
gente. A gente está fazendo o
lugar ficar mais bonito do que
ele já é, principalmente porque
está sendo dadas condições
para a gente trabalhar",
afirma. O vice-presidente da
Associação de Moradores de
Barra Azul, Edvaldo da Silva, é
da mesma opinião. "Muita
gente vai ganhar uma profissão e
a cidade vai ter mais turistas.
Só pode dar certo",
acredita. (L.C.F.)