BONITO IV
Em
Saloá, o típico dia-a-dia de
uma fazenda é a grande diversãoUma boa opção para
continuar esse tour ecológico é
passar um final de semana na
Fazenda Brejo, no município de
Saloá, distante 270 quilômetros
do Recife, naquela região do
Planalto da Borborema, limite
entre o Agreste e o Sertão
pernambucano. A área da fazenda,
cuja maior parte é de Mata
Atlântica, tem 120 mil metros
quadrados, medida que se perde de
vista, já que é equivalente a
mais de 170 campos de futebol.
Num espaço
tão grande, paradoxalmente, é
fácil se apegar à descoberta
dos detalhes que vão acompanhar
o visitante no tempo em que ele
passar na fazenda, a exemplo de
Chico, Chicão e Chiquinha. Três
sagüis que após meia-hora de
"timidez" se entregam
à amizade do hóspede.
São esses
detalhes que fazem o visitante
pensar que está bem distante da
cidade grande. Como ser acordado
pelos pássaros, tomar leite
retirado da vaca logo às 5 horas
da manhã, andar de cavalo sem
destino no meio da tarde ou
passear em rústicos carros
puxados por bois ou por
carneiros.
AVENTURA -
Mas nem tudo é sossego. A
Fazenda Brejo tem muito espaço
para aventura. Existem quatro
trilhas para aqueles dispostos a
conhecer novas paisagens e até a
enfrentar riscos. A mais longa é
uma com quatro quilômetros de
percurso pelo meio da mata.
Segundo o proprietário da
fazenda, Steve Bezerra, para
realizar esse caminho é preciso
um bom preparo físico e muita
atenção. Afinal, a direção
tomada é o ponto mais alto do
local, numa altitude de 900
metros.
"Recomendamos
que o grupo não faça muito
barulho na caminhada, não se
encoste nas árvores e nem que
qualquer um se disperse. Existem
animais selvagens como o guará,
o porco-do-mato, e ainda
escorpiões e cobras", diz
Bezerra. Ele garante, porém, que
quando o grupo de visitantes
atende às recomendações, o
perigo deixa de existir.
"Temos cinco recreadores
especialistas em roteiros
ecológicos para acompanhar as
pessoas", afirma.
Para agüentar
o ritmo do passeio nada como
fazer um alongamento para
preparar o corpo para a
caminhada. Mas, o contato com a
natureza faz superar o cansaço e
até os pequenos espinhos que
teimam em grudar às pernas e
pés. Por essa razão é
desaconselhável fazer qualquer
uma das trilhas descalço, de
sandálias ou com calçados
derrapantes
Uma trilha mais
tranqüila é a da fonte de água
mineral, que a fazenda tem
graças a um lençol freático
que existe na propriedade. O
caminho é de 1,5 quilômetro
até uma mini-cachoeira com uma
queda d'água de menos de três
metros de altura, onde a água
está sendo aproveitada para duas
piscinas (uma para crianças e
outra para adultos). (L.C.F.)