-- - - - - - - - - - - -- - - - - - - -Jornal do Commercio - Recife, 17 de dezembro de 1998

BONITO IV
Em Saloá, o típico dia-a-dia de uma fazenda é a grande diversão

Uma boa opção para continuar esse tour ecológico é passar um final de semana na Fazenda Brejo, no município de Saloá, distante 270 quilômetros do Recife, naquela região do Planalto da Borborema, limite entre o Agreste e o Sertão pernambucano. A área da fazenda, cuja maior parte é de Mata Atlântica, tem 120 mil metros quadrados, medida que se perde de vista, já que é equivalente a mais de 170 campos de futebol.

Num espaço tão grande, paradoxalmente, é fácil se apegar à descoberta dos detalhes que vão acompanhar o visitante no tempo em que ele passar na fazenda, a exemplo de Chico, Chicão e Chiquinha. Três sagüis que após meia-hora de "timidez" se entregam à amizade do hóspede.

São esses detalhes que fazem o visitante pensar que está bem distante da cidade grande. Como ser acordado pelos pássaros, tomar leite retirado da vaca logo às 5 horas da manhã, andar de cavalo sem destino no meio da tarde ou passear em rústicos carros puxados por bois ou por carneiros.

AVENTURA - Mas nem tudo é sossego. A Fazenda Brejo tem muito espaço para aventura. Existem quatro trilhas para aqueles dispostos a conhecer novas paisagens e até a enfrentar riscos. A mais longa é uma com quatro quilômetros de percurso pelo meio da mata. Segundo o proprietário da fazenda, Steve Bezerra, para realizar esse caminho é preciso um bom preparo físico e muita atenção. Afinal, a direção tomada é o ponto mais alto do local, numa altitude de 900 metros.

"Recomendamos que o grupo não faça muito barulho na caminhada, não se encoste nas árvores e nem que qualquer um se disperse. Existem animais selvagens como o guará, o porco-do-mato, e ainda escorpiões e cobras", diz Bezerra. Ele garante, porém, que quando o grupo de visitantes atende às recomendações, o perigo deixa de existir. "Temos cinco recreadores especialistas em roteiros ecológicos para acompanhar as pessoas", afirma.

Para agüentar o ritmo do passeio nada como fazer um alongamento para preparar o corpo para a caminhada. Mas, o contato com a natureza faz superar o cansaço e até os pequenos espinhos que teimam em grudar às pernas e pés. Por essa razão é desaconselhável fazer qualquer uma das trilhas descalço, de sandálias ou com calçados derrapantes

Uma trilha mais tranqüila é a da fonte de água mineral, que a fazenda tem graças a um lençol freático que existe na propriedade. O caminho é de 1,5 quilômetro até uma mini-cachoeira com uma queda d'água de menos de três metros de altura, onde a água está sendo aproveitada para duas piscinas (uma para crianças e outra para adultos). (L.C.F.)


     

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