MARIA FARINHA
Sotaque
português no AmoarasA experiência de 37
anos em agência de viagem e
hotelaria levou o empresário
português José Garcia, o
"Pepe", a acreditar no
potencial do Pólo Turístico de
Maria Farinha e a apostar no
êxito futuro do Hotel Amoaras,
como empreendimento, que o grupo
de empresários portugueses do
qual faz parte adquiriu - há
dois meses ele assumiu o comando
geral do hotel.
Às margens do
Canal de Santa Cruz, onde as
águas do Rio Timbó se mesclam
com as do Atlântico, e de onde
se descortina um cenário
variado, rico em cores e composto
de água, céu, montanha e ilhota
(a Coroa do Avião), o Amoaras
tem, na visão de Pepe,
características muito
específicas e ideais para
turismo de lazer e exploração
de atividades náuticas.
Fechado há um
ano e meio, o hotel vem aos
poucos reconquistando seu lugar
na paisagem de Maria Farinha, a
começar do cais para atracação
dos barcos, onde o
"pirata" (um boneco
gigante) dá as boas-vindas,
seguindo-se as instalações, que
primam pelo bom gosto e que foram
retocadas, dentro de um jardim
tropical, onde não faltam
espelhos d'água e
vitórias-régias. E Pepe está
bem consciente da necessidade de
ser preservada, naquelas
paragens, a natureza, tão
pródiga em mangues, ilhas, aves
e, sobretudo, muito verde.
Foi através de
um dos sócios brasileiros,
Carlos Sodré, ex-presidente da
CTI Nordeste e também bastante
experiente no ramo, que foram
requisitados na Ilha de Fernando
de Noronha profissionais em
mergulho para instalação no
hotel, da única escola dessa
atividade náutica da região.
Agora, quem chega ao Amoaras
encontra um leque de opções, do
mergulho ao ski aquático, do jet
ski ao caiaque, catamarã e
outros equipamentos, ou como diz
Pepe com seu sotaque português,
"o hotel está bem
apetrechado para atividades
lúdico-aquáticas".
Ainda em
funcionamento parcial, "soft
open", o Amoaras entrará em
99 a todo vapor, a partir do
réveillon, cujos pacotes, de
três e de sete dias, já foram
enviados às operadoras para que
embarquem turistas com destino à
Maria Farinha. Também em
janeiro, o hotel estará
presente, com sua folheteria e
seus proprietários - José
Garcia, Luiz Salgueiro, José
Manoel Antunes (portugueses),
Carlos Sodré e Mário Jacome
(brasileiros) - na Bolsa de
Turismo de Lisboa/BTL-99. O
advogado do empreendimento, o
pernambucano André Ribeiro
Pessoa, acredita que seis meses
de prazo são suficientes para o
Amoaras funcionar com sua
capacidade plena, aproveitando a
mão-de-obra local e gerando
impostos para Pernambuco.