TRANSPORTE II
Sindikombi
tenta suspender a liminarEnquanto os kombeiros e
motoristas de Toyota impediam a
passagem da BR-408, o presidente
do Sindicato dos Condutores
Autônomos em Transporte
Alternativo (Sindikombi), Amauri
Soares, tentava suspender, junto
ao Tribunal Regional Federal
(TRF), a medida judicial que
impede a circulação desses
veículos nas cidades onde não
estiverem legalizados. No Recife,
os diretores do sindicato
comemoravam a notícia de
bloqueios de estradas nas cidades
de Caruaru, Vitória de Santo
Antão e Moreno.
"Estamos
entrando com mandado de
segurança para derrubar a medida
judicial", informou Amauri.
Ele ainda acrescentou que a
determinação só favorece aos
donos das empresas de ônibus.
"Eles querem acabar com a
concorrência", reclamou.
Reunidos com as autoridades
policiais que fiscalizavam a
estrada de Paudalho, alguns
líderes dos kombeiros tentavam
entender o processo de
negociação. "Preciso saber
qual vai ser o nosso
futuro", argumentou o
motorista Edvaldo de Farias. A
possibilidade da tentativa de
desbloqueio da pista por parte
dos policiais irritava os
kombeiros. "Só vamos sair
quando a lei for derrubada",
reforçou o presidente da
Cooperativa de Transportes
Alternativos de Carpina, João de
Souza da Silva. Até o fechamento
desta edição, o mandado de
segurança não havia sido
julgado pelo TRF.
Apesar da
mobilização dos kombeiros,
alguns motoristas não aceitavam
o bloqueio. "Não é preciso
roubar e fazer bagunça para
conseguir o que a gente
quer", argumentou o cobrador
Luís Francisco de Oliveira. Por
outro lado, a maioria deles
parecia estar disposta a fazer
confusão. "Se for o caso,
vamos até roubar", afirmou
o kombeiro Maurício Cavalcante
de Melo, apoiado por todo o grupo
que estava a seu redor. A
orientação do presidente do
Sindikombi é que todos os
motoristas parem de circular
enquanto a liminar não for
suspensa. "Existem cerca de
cem mil kombeiros no estado. A
população será uma das grandes
prejudicadas pela
paralisação".