INADIMPLÊNCIA
Protestos
de títulos têm queda no
NordesteOs consumidores estão
se esforçando para entrar no
novo ano com o nome limpo na
praça. O número de protestos no
Nordeste teve queda de 2,8%, em
novembro, comparado a outubro,
segundo o levantamento da
Centralização de Serviços
Bancários (Serasa). A retração
é maior ainda quando se refere a
novembro de 1997, que foi de
9,6%. Os números da Serasa
seguem o mesmo ritmo dos
cancelamentos de registros no
Serviço de Proteção ao
Crédito (SPC) que, segundo a
Câmara de Dirigentes Lojistas
(CDL) do Recife, caíram 4,6% em
novembro, em relação ao mês
anterior, e 46,25%, sobre
novembro de 97.
A
inadimplência dos protestos de
pessoa física também resultou
em queda de 4,7%, mês passado,
comparado ao anterior, e 0,7%
sobre novembro de 97. No caso de
pessoas jurídicas, a redução
atingiu 2,2% sobre outubro, e
12%, comparado a novembro do ano
passado. De acordo com a
assessoria de imprensa da Serasa,
o final do ano é sempre um
período de baixa, pois as
pessoas precisam voltar às
compras e isso só é possível
com a regularização das
pendências em cartório.
AVALIAÇÃO -
Os resultados são considerados
significativos na opinião do
economista Josué Mussalém. Para
ele, a tendência era que com o
término do ano houvesse uma
queda maior, mas num período de
crise econômica os números são
para ser comemorados. "Isso
reflete a preocupação do
consumidor em sanar suas dívidas
com a chegada do Natal",
analisa.
Mas o volume de
falências na região Nordeste
mostra uma situação diferente.
Em novembro, houve aumento de
3,5%, na comparação com
outubro, e 0,8%, com o mesmo mês
de 1997. Segundo Mussalém, num
País com taxas de juros variando
entre 6% a 8%, ao mês, numa
inflação baixa, fica difícil
não "quebrar"
empresas.