SISTEMA FINANCEIRO II
Empréstimos
para empresas são pouco
procuradosA procura está pequena
também na linha de financiamento
do Banco do Brasil para empresas
efetuarem o pagamento do
décimo-terceiro dos
funcionários. O financiamento de
décimo-terceiro acontece há
três anos no BB, e a procura vem
caindo a cada ano. A linha é
destinada principalmente a
empresas de pequeno e médio
portes, com valor máximo do
empréstimo em R$ 200 mil ou o
valor de 100% da fôlha de
pagamentos, o que for menor.
Em 96, foram
realizadas, em Pernambuco, 81
operações de empréstimos deste
tipo, com R$ 2,250 milhões
negociados. Em 97, as operações
caíram para 65, e o montante
emprestado às empresas, para R$
2 milhões. Até o dia 15 deste
mês foram 20 operações
concluídas, e R$ 800 mil foram
emprestados. A expectativa do
Banco do Brasil é fechar este
ano com 40 operações e R$ 1,5
milhão.
"O
cenário de alta dos juros e
insegurança na economia está
obrigando as empresas a evitarem
endividamentos", avalia
Renato Vieira, Gerente de Núcleo
de Pessoa Jurídica.
A linha de
financiamento estará aberta até
31 de janeiro de 99, e o
pagamento, em parcelas mensais,
vai até julho de 99. Os juros
mensais são de 1,95% mais a Taxa
Referencial do dia, que está
perto de 1% ao mês. Para ter
direito à linha, é preciso
abrir conta no Banco do Brasil e
passar por uma avaliação de
crédito. São exigidas garantias
reais de até 150% sobre o valor
do empréstimo.
No Banco do
Brasil foi feito um comparativo
de juros entre os meses de
dezembro de 97 e 98. Apesar dos
dois anos terem tido crises de
alta de juros no segundo
semestre, este ano os juros
subiram mais e já estão mais
baixos.
Em dezembro de
97, um produto como o BBaplic, de
curto prazo, pagava 0,39%
líquidos ao mês. Em 98, o mesmo
produto está pagando 0,30%. O
BBaplic empresarial, em 97,
pagava 2,69%,e caiu para 2,21%
este ano. Até a poupança pagou
menos em dezembro de 98. De 1,82%
em 97, para 1,24% em 98.
"Foram
tantas as variações na economia
este ano, que o resultado da
diferença de juros pode ser
considerado desprezível, em
termos de ganhos e perdas entre
os dois anos", avalia Luís
Carlos Silva, gerente de
Marketing do Banco do Brasil.