- - -- - - - - - - -- - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 18 de dezembro de 1998

SISTEMA FINANCEIRO II
Empréstimos para empresas são pouco procurados

A procura está pequena também na linha de financiamento do Banco do Brasil para empresas efetuarem o pagamento do décimo-terceiro dos funcionários. O financiamento de décimo-terceiro acontece há três anos no BB, e a procura vem caindo a cada ano. A linha é destinada principalmente a empresas de pequeno e médio portes, com valor máximo do empréstimo em R$ 200 mil ou o valor de 100% da fôlha de pagamentos, o que for menor.

Em 96, foram realizadas, em Pernambuco, 81 operações de empréstimos deste tipo, com R$ 2,250 milhões negociados. Em 97, as operações caíram para 65, e o montante emprestado às empresas, para R$ 2 milhões. Até o dia 15 deste mês foram 20 operações concluídas, e R$ 800 mil foram emprestados. A expectativa do Banco do Brasil é fechar este ano com 40 operações e R$ 1,5 milhão.

"O cenário de alta dos juros e insegurança na economia está obrigando as empresas a evitarem endividamentos", avalia Renato Vieira, Gerente de Núcleo de Pessoa Jurídica.

A linha de financiamento estará aberta até 31 de janeiro de 99, e o pagamento, em parcelas mensais, vai até julho de 99. Os juros mensais são de 1,95% mais a Taxa Referencial do dia, que está perto de 1% ao mês. Para ter direito à linha, é preciso abrir conta no Banco do Brasil e passar por uma avaliação de crédito. São exigidas garantias reais de até 150% sobre o valor do empréstimo.

No Banco do Brasil foi feito um comparativo de juros entre os meses de dezembro de 97 e 98. Apesar dos dois anos terem tido crises de alta de juros no segundo semestre, este ano os juros subiram mais e já estão mais baixos.

Em dezembro de 97, um produto como o BBaplic, de curto prazo, pagava 0,39% líquidos ao mês. Em 98, o mesmo produto está pagando 0,30%. O BBaplic empresarial, em 97, pagava 2,69%,e caiu para 2,21% este ano. Até a poupança pagou menos em dezembro de 98. De 1,82% em 97, para 1,24% em 98.

"Foram tantas as variações na economia este ano, que o resultado da diferença de juros pode ser considerado desprezível, em termos de ganhos e perdas entre os dois anos", avalia Luís Carlos Silva, gerente de Marketing do Banco do Brasil.


     

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