- - -- - - - - - - -- - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 18 de dezembro de 1998

JUROS
Fiepe critica juros altos e prevê ano de 99 difícil

O discurso proferido pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Armando Monteiro Neto, ontem, na confraternização anual da entidade, não contou com o otimismo geralmente reinante nas festas de final de ano. Em meio à crise econômica nacional, com o setor industrial apresentando baixos índices de produtividade, Armando Monteiro Neto afirmou, no início da cerimônia, que "infelizmente, 1998 foi um ano dificílimo para o setor, quando fomos forçados a conviver com uma política monetária rígida e taxas de juros absolutamente incompatíveis".

Mesmo com a presença do vice-presidente da República, Marco Maciel, o presidente da Fiepe não poupou críticas à política econômica adotada pelo Governo Federal. "No auge da crise, costurou-se com o FMI um regime de assistência financeira que não é garantia para a superação dessa situação delicada vivida pela economia nacional". As afirmações de Monteiro são orientações da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que apresentou a Fernando Henrique, essa semana, um documento exigindo apoio ao setor.

O empresário Armando Monteiro Neto, deputado federal eleito nas últimas eleições (PMDB), citou o desequilíbrio nas contas públicas, a "complexidade do sistema tributário que não favorece o setor produtivo" e a "infra-estrutura ineficiente" como entraves ao desenvolvimento industrial. Ele prevê, caso não haja mudanças no próximo ano, "um biênio com aumento de dívida pública e estagnação econômica".

AGENDA - O calendário de atividades previsto para serem desenvolvidas em 1999 pela Fiepe é formado, em sua maioria, por reivindicações junto ao Governo Fernando Henrique. Entre as principais, estão o avanço nas reformas constitucionais - em especial a tributária, para diminuir as distorções de ICMS entre os Estados e aumentar a arrecadação -, a redução das taxas de assistência bancária (Tban) e de juros a longo prazo (TJLP) - e a definição de uma política industrial.


     

Índice | Editorial | Política | Brasil | Internacional | Cidades | Ciência/Meio Ambiente | Esportes | Economia |
Caderno C | Informática | Turismo | Charge | Colunas | Regional | Veículos | Família | Especiais

Últimas Notícias | JC Debate | Roteiro | Weekend | Bate-papo | Tábua de Marés
Fale com o JC | Links | Classificados | Rádio Jornal| Edições Anteriores | Assinantes