ESPECIAL / AI5
Mário
Pessoa garantia a "linha
dura" na Faculdade de
DireitoO movimento de março de
1964 contou sempre com os
expoentes da chamada direita
radical, que não era composta
apenas por ex-militares, mas
igualmente por intelectuais e
professores universitários. Em
Pernambuco, um dos mais
expressivos representantes das
forças conservadoras, naquele
período, era o professor Mário
Pessoa, catedrático de Direito
Internacional Público na
Faculdade de Direito do Recife.
Nos idos de
1937, o professor Mário Pessoa
teria participado do movimento
integralista, a facção
brasileira do fascismo de Benito
Mussolini.
"Pela
imprensa e em debates na
universidade, o professor Mário
Pessoa defendeu o endurecimento
do regime implantado com o Golpe
de 64. Com amplo trânsito no
meio militar, ele teria sido um
dos construtores do Ato
Institucional nº 5 - o AI-5 -
colaborando com a assessoria ao
ministro da Justiça Gama e
Silva, e posteriormente,
defendendo e justificando a
medida pela imprensa, como uma
resposta necessária ao que
julgava uma ameaça à ordem
revolucionária.