CASO
MÔNICA IV
Casa
Branca descarta a renúncia do
presidenteA Casa Branca descartou
mais uma vez a eventual renúncia
do presidente Bill Clinton caso a
Câmara de Representantes se
manifeste neste sábado a favor
do impeachment. "O
presidente já se manifestou a
este respeito em várias
oportunidades", lembrou o
porta-voz de Clinton, Joe
Lockhart.
Clinton afirmou
que nunca pensou na renúncia
para evitar o impeachment.
Perguntado se
Clinton pensa que poderá
governar eficaz e plenamente ao
final de todo o processo, com a
Câmara aprovando o impeachment,
Lockhart limitou-se a responder:
"sim, pensa que sim".
"O
presidente acredita, e vocês
viram uma demonstração, que
pode atuar na defesa dos
interesses superiores deste país
e no melhor interesse de nossa
segurança nacional",
indicou o porta-voz.
"Clinton
ainda tem que implantar um
importante programa legislativo
no próximo ano e não entende
porque os republicanos querem
impedir estes esforços",
assegurou o porta-voz.
O debate sobre
a destituição do presidente dos
EUA, Bill Clinton, será bom para
o moral das tropas, afirmou ontem
o presidente da Comissão de
Assuntos Judiciais da Câmara de
Representantes, Henry Hyde.
"A
extraordinária confluência de
acontecimentos atuais não
deveria ser uma desculpa para que
nos desviássemos de nossos
deveres constitucionais",
declarou num comunicado o chefe
republicano, ao afirmar que
"o moral das tropas
americanas no combate só poderá
sair reforçado pela aplicação
da lei".
A afirmação
de Hyde vai de encontro ao
interesse da Casa Branca, que
pretendia levar o debate sobre o
impeachment para depois do
conflito com o Iraque.